Universidade de Gales, Lampeter

The Sophia Centre for the Study of Cosmology in Culture

(Centro Sophia para o Estudo de Cosmologia na Cultura)

O Sophia Center (Centro Sophia) foi criado na Bath Spa University em 2002, onde alcançou uma reputação internacional com o seu inovador mestrado em Astronomia Cultural e Astrologia. Em 2007, o Centro foi transferido para a Universidade de Gales, Lampeter, a fim de alcançar uma maior visibilidade internacional e leccionar o Mestrado como um programa de ensino à distância.

São objetivos académicos do Centro 'buscar pesquisas, bolsas de estudos e ensinamentos sobre as relações entre crenças e teorias astrológicas, astronómicas e cosmológicas e a sociedade, a política, a religião e as artes, quer no passado quer no presente' e 'realizar o exame académico e crítico da astrologia e sua prática'.

O mais amplo objectivo do Centro está declarado no seu título - 'estudar cosmologia na cultura'. Isto permite-nos abordar uma vasta gama de tópicos, desde a religião do céu egípcio e a astrologia babilónica, até a astronomia na pintura surrealista, a astrologia na cultura contemporânea, os fenómenos de abdução ovni e as políticas da corrida espacial.

O Centro promove pesquisas na área, realiza seminários e conferências, incluindo uma conferência anual de pós-graduação, está associado à publicação 'Culture and Cosmos' (Cultura e Cosmos), ensina o Mestrado em Astronomia Cultural e Astrologia e supervisiona estudantes de doutoramento.

Definimos Astronomia Cultural como o 'estudo da aplicação das crenças sobre as estrelas a todos os aspectos da cultura humana, desde a religião e ciência, às artes e literatura. Incluindo a nova disciplina - arqueoastronomia - o estudo dos alinhamentos astronómicos, orientação e simbolismo na arquitetura antiga e moderna'. Astrologia é "a prática de relacionar os corpos celestes com as vidas e eventos na Terra, e a tradição que assim foi gerada". Seguimos a sugestão de Michael Hoskin, editor do 'Journal on the History of Astronomy', que fez a pergunta: 'que astronomia não é uma astronomia na cultura?'

A astronomia cultural é uma disciplina emergente que atrai um crescente número de estudiosos cientes da importância do céu para a humanidade. A importância da astrologia na história das ideias foi estabelecida por Lynn Thorndike em 1905 em "O Lugar da Magia na História Intelectual da Europa". O papel da astrologia na cultura contemporânea tende a ser mencionado de forma breve pelos sociólogos, geralmente em um contexto da Nova Era, mas raramente é investigado em detalhes.

As palavras astronomia e astrologia têm significados distintos no português moderno. Astronomia é o estudo científico do universo físico. A astrologia é algo semelhante com um estudo do universo psíquico. A divisão entre os dois é uma característica do oeste moderno. Ambas as palavras são de origem grega; astronomia significa a 'lei' das estrelas, enquanto a astrologia é melhor traduzida como a 'palavra', ou 'razão', das estrelas. No mundo clássico, os significados sobrepunham-se. Para o estudioso grego Claudius Ptolomeu, tal como escreveu no século II, havia duas formas de astronomia, uma que tratava o movimento das estrelas, a outra (que chamaríamos de astrologia) que se referia aos seus efeitos ou significado. Desde então até o século XVII, as duas palavras eram intercambiáveis. Em 'King Lear', Shakespeare fez Edgar referir-se a seu irmão Edmund, que estava a fazer-se passar por astrólogo, como 'astronómico sectário'. Outros termos que Shakespeare poderia ter usado incluem matemático (o astrónomo Johannes Kepler estudou astrologia como parte de seus deveres como "matemático imperial") ou caldeu (tanto a astrologia quanto astronomia eram comumente encontradas na Mesopotâmia). A maioria dos países não ocidentais tão pouco emprega palavras diferentes para distinguir a astronomia tradicional da astrologia. Na Índia, ambos são jyotish, a "ciência da luz". No Japão, elas estão no myodo, o 'caminho do yin-yang'. O título do mestrado, cujo assunto inclui as crenças e práticas das culturas pré-modernas e não ocidentais, bem como dos mundos contemporâneos, é, portanto, necessariamente "Astronomia Cultural e Astrologia".

O objetivo do Centro não é o estudo da astronomia matemática ou astrologia técnica, mas antes entender o papel e a função cultural das crenças sobre o céu. Trabalhamos na perspectiva das ciências humanas/sociais e guiados pelas pesquisas feitas aos estilos e metodologias da antropologia, história, estudos religiosos e sociológicos. O foco está na astronomia e na astrologia como sistemas de contar histórias sobre o cosmos, ou a localização do significado nos céus.

O trabalho realizado pelos estudantes incluiu tópicos diversos, como teorias clássicas da ascensão da alma, críticas cristãs à astrologia, rituais modernos do calendário pagão, percepções das crianças sobre o céu, uso da astrologia nos negócios, o tarô como modelo cosmológico no mundo e o seu 'renascimento oculto' do século XIX, astrologia e encantamento, astrologia na pintura surrealista, nomeação dos planetas, natureza da consulta astrológica e cinema como cosmologia. Temos por objetivo publicar o trabalho do melhor aluno.

Damos as boas-vindas às questões de potenciais futuros alunos de todo o mundo. Mantemos vínculos internacionais com outras instituições que buscam programas semelhantes e estamos sempre prontos para considerar possíveis parcerias.

Alice Ekrek, Administratora

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