•    
    Posições actuais dos planetas
    21-Nov-2014, 02:13 UT/GMT
    Sol28Escorpião40'39"19s52
    Lua11Escorpião7'53"13s18
    Mercúrio18Escorpião53'23"16s37
    Vênus5Sagitário23'41"21s09
    Marte19Capricórni17'40"23s28
    Júpiter22Leão7'13"14n47
    Saturno26Escorpião15' 9"17s27
    Urano12Áries57'49"r4n29
    Netuno4Peixes48'19"10s26
    Plutão11Capricórni51' 4"20s40
    Nodo Lun.true18Libra47'33"r7s22
    Quíron13Peixes6' 2"r2s10
    Explanations of the symbols
    Mapa do momento
| Meu Astro | Forum | FAQ

Astrologia Computacional com Inteligência Artificial
Entrevista com o Dr. Alois Treindl

A entrevista foi realizada em Julho de 1987, alguns meses depois do primeiro lançamento da Análise Astrológica Profunda. Enquanto algumas das informações fornecidas por Alois Treindl referem-se àquela época, os anos 80, a maior parte das coisas que ele disse ainda são válidas, sendo informações básicas interessantes.

Pergunta:
Desde Março de 1987, a Astrodienst Zurique vem oferecendo no mercado análises astrológicas de desenvolvimento próprio. Qual a razão para essa iniciativa?

Alois Treindl:
O objetivo da astrologia é fazer inferências, através do mapa astral, sobre a personalidade da pessoa e os assuntos problemáticos em sua vida. Há duas maneiras para se conseguir isto: ou a pessoa mesmo estuda astrologia ou procura uma pessoa , para quem a astrologia é utilizada como um meio adicional de diagnóstico. Além deles, entretanto, existe um grupo maior de pessoas interessadas no que a astrologia pode dizer a elas. Até então, nós não podíamos fazer muito por essas pessoas a não ser encaminhá-las a uma consulta astrológica ou a palestras e seminários. Para podermos disponibilizar algo para essas pessoas nós desenvolvemos, em cooperação com um dos líderes mundiais em astrologia, a Análise especialista nessa área. Até pouco tempo, a Astrodienst vinha oferecendo seus serviços essencialmente para as pessoas envolvidas com astrologia. Há muitas pessoas que estudam astrologia como um passatempo mas também há muitas outras que trabalham com astrologia, por exemplo astrólogos e psicólogos, médicos e curandeiros natos, para quem a astrologia é utilizada como um meio adicional de diagnóstico. Além deles, entretanto, existe um grupo maior de pessoas interessadas no que a astrologia pode dizer a elas. Até então, nós não podíamos fazer muito por essas pessoas a não ser encaminhá-las a uma consulta astrológica ou a palestras e seminários. Para podermos disponibilizar algo para essas pessoas nós desenvolvemos, em cooperação com um dos líderes mundiais em astrologia, a Análise Astrológica Profunda.

Pergunta:
Por que somente agora a Astrodienst desenvolveu um projeto assim? A necessidade desse serviço deve ter existido há muito mais tempo.

A.T.:
Algumas empresas vinham oferecendo há algum tempo os chamados horóscopos por computador, isto é, interpretações astrológicas feitas por computador. Os métodos e as tecnologias computacionais que eles utilizam levam a resultados os quais, a nosso ver, são um tanto quanto insatisfatórios. Consultas astrológicas deveriam ser conduzidas com o mesmo sentido de responsabilidade que, por exemplo, diagnósticos médicos ou consultas psicológicas com um conselheiro matrimonial. Um astrólogo não deveria improvisar afirmações. Antes de aconselhar as pessoas, um astrólogo sério geralmente estuda astrologia por muitos anos e, espera-se, também interessa-se por psicologia, além de lidar com a questão do que, na verdade, significa aconselhamento. Os astrólogos também precisam de uma razoável experiência de vida. Ao implementar um programa computacional, deve-se garantir que o programa possua tantas habilidades de um conselheiro humano quanto for possível. Até pouco tempo, isso era impossível por motivos técnicos. Nos últimos anos, entretanto, foram desenvolvidos métodos de Tecnologia da Informação com o objetivo de imitar a capacidade de um expert através de um computador. Essa área é geralmente denominada de "Inteligência Artificial", apesar de que "sistemas baseados no conhecimento", "processamento do conhecimento" ou "sistemas especialistas" seriam denominações mais apropriadas. O problema é ensinar a um computador o conhecimento em uma certa área, de maneira que ele possa exercer a função de um especialista. O computador pode oferecer soluções a problemas específicos quando ele atinge esse nível de expertise. Nossa tarefa, portanto, foi produzir interpretações astrológicas com o computador, usando essa nova tecnologia.

Pergunta:
Qual é a diferença entre a nova análise astrológica da Astrodienst e outras interpretações computacionais disponíveis?

A.T.:
Eu não gostaria de depreciar os outros serviços astrológicos, mas eu penso que se pode dizer, qualitativamente falando, que estamos muito mais avançados.

Pergunta:
Os outros serviços astrológicos são baseados no "princípio do livro de receitas"?

A.T.:
O termo "princípio do livro de receitas" não conduz à diferença, porque afinal nós também trabalhamos com blocos de texto, o que significa que a edição final contém partes de texto pré-escrito. Entretanto, o mais importante é o contexto interno desses blocos e como eles são avaliados no programa para efetuar uma composição completa. Até então, poder-se-ia dizer que "livros de receitas" estavam sendo usados: pegue um determinado texto para Marte em Escorpião, um determinado texto para Marte na Segunda Casa, um determinado texto para Sol em Peixes, um determinado texto para Sol na Sexta Casa, pegue um texto para o aspecto entre Sol e Marte e então junte todas essas partes. Nenhum astrólogo jamais trabalharia dessa forma, mas isso é exatamente o que os horóscopos por computador faziam, até então. Por outro lado, o nosso programa tem um mecanismo complexo para resolver problemas. Ele contém métodos especializados para solucionar problemas, e nosso computador é capaz de aplicar estas habilidades. Se a comparação não fosse tão perigosa, eu compararia esse método a um diagnóstico médico ou psicológico. Nestas áreas,não se pode trabalhar com um método linear aditivo direto, isto é, um método que olha isoladamente para fatores individuais para depois sequenciá-los. Isso requer um especialista para reconhecer conexões e padrões. A "Inteligência Artificial" permite que o computador "veja" imagens, reconheça estruturas e encontre analogias ao longo de todo o mapa astral. O programa trabalha com modelos psicológicos que ele colocou na memória. Por esse aspecto, o método do programa pode ser comparado ao método de um especialista humano: mais um método sintético do que analítico.

Pergunta:
Então o programa simula mais ou menos o procedimento de um astrólogo?

A.T.:
Quando um astrólogo olha para um mapa astral, isso significa mais para ele do que uma simples compilação de várias configurações planetárias. Apesar de conhecer os fatores individuais que constituem o mapa astral, ele também vê referências e assuntos atuais. Ele reconhece fatores similares e opostos que são proeminentes em várias configurações. Desta forma, o astrólogo pode relacionar fatores a um outro fator ao qual eles não parecem estar conectados, à primeira vista. Isso diferencia um especialista de um leigo usando apenas um conceito fixo.

Pergunta:
Como um computador pode fazer isso? Ele não funciona por comando: se a situação for essa, faça isso, e se for aquela, faça aquilo?

A.T.:
É exatamente isso que se tornou possível com as técnicas de programação de "sistemas especialistas" ou Inteligência Artificial. O computador é alimentado com descrições de assuntos desse tipo. No jargão computacional, isso chama-se "frames" ou quadros.

Pergunta:
Quais são os objetivos dessas descrições?

A.T.:
Em primeiro lugar, devo esclarecer minha opinião sobre a alma humana ou mente. Ela é baseada na perspectiva da psicologia junguiana. Não temos simplesmente um único Ego, uma vontade consciente, cercada de um ambiente. Na verdade, cada um de nós contém todo um conjunto de forças, de facetas. Elas são como um grupo completo de figuras internas representando diferentes papéis e personalidades, assim como personagens em uma dramatização. Cada pessoa tem algo similar em sua própria dramatização individual de vida. Essas figuras diferem de alguma maneira em cada pessoa. Sua cooperação e seus conflitos representam o conflito interno de um ser humano que, muitas vezes, se revela na vida da pessoa. Estas figuras internas se combinam para compor a minha pessoa e o meu caráter. Algumas dessas figuras são conscientes. Por exemplo, eu tenho consciência do meu lado racional que pensa analiticamente, porque eu preciso dele para o meu trabalho, para a programação. Eu desfruto do meu lado social com amigos. Meu lado da "joie de vivre" (alegria de viver) revela-se quando preparo uma refeição e convido amigos para jantar. Através dessas figuras conscientes, eu represento no âmbito da minha vida. Mas também há figuras das quais eu não tenho consciência. Elas estão escondidas e emergem apenas em determinadas situações, tais como crises que eu não posso determinar quando elas virão à superfície. Por exemplo, eu poderia reagir agressivamente a algo que irrita, sem que isso seja parte da minha personalidade normal. Isso quer dizer que há algo em mim que pode ser agressivo e também destrutivo. Essas várias figuras e suas apreciações individuais tornam-se visíveis em um mapa astral. As figuras internas correspondem a certas configurações e padrões na carta astral. Essa é a base sobre a qual a astrologia funciona. Ao olhar para um mapa astral, reconhece-se algumas ênfases em configurações planetárias, zodíacos, posições das casas, etc. Um astrólogo é capaz de interpretar essas configurações e comentá-las tanto pelo lado consciente quanto pelo lado inconsciente de uma pessoa. Essas figuras inconscientes podem criar problemas na vida, ao emergir repentinamente. Mas há também figuras muito positivas e criativas entre elas. Muitas vezes a pessoa não tem consciência do seu potencial criativo. Ela nunca foi realmente capaz de desenvolvê-lo porque esse potencial nunca foi resgatado do inconsciente. Assim, não se pode descrever essas figuras nem como positivas nem como negativas. A biblioteca de conhecimentos básicos do nosso programa de computador contém descrições desse tipo de figuras internas e também descreve quais combinações astrológicas estão relacionadas a tais figuras. Essa biblioteca contém também uma descrição da relação entre as figuras individuais. Algumas delas formam pares apropriados de contraste - por exemplo, há um individualista que não tem ilusões a respeito do mundo e da humanidade, em oposição ao tipo social. Há também o tipo conservador, paternal, opondo-se ao espírito juvenil, representando o conflito típico do responsável e do excessivamente responsável. Existe, ainda, o contraste do tipo sobriamente cínico com o tipo ou arquétipo romântico. Desse modo, a biblioteca básica do programa contém descrições daqueles conflitos que podem surgir através de forças antagônicas em um mapa astral. Porém, há também descrições de relações entre as figuras. O tipo romântico, por exemplo, relaciona-se à figura juvenil e aventureira, tendo traços similares, sob alguns aspectos. Por outro lado, o individualista e o patriarca tradicional entendem-se bem, de alguma forma; pelo menos eles não interferem um no outro.

Pergunta:
Essas figuras internas poderiam ser denominadas arquétipos?

A.T.:
Certamente. Os arquétipos representam as figuras básicas da mente humana. Eles estão particularmente descritos na mitologia.

Pergunta:
Então o programa usa um conjunto de regras extensivas?

A.T.:
Eu não as chamaria de conjunto de regras, apesar das regras realmente contribuirem. Seria mais preciso chamá-las de conjuntos de padrões. Isso é o principal. Quando o mapa astral de alguém é oferecido ao programa para análise, ele verifica toda a gama de figuras arquétipas e confere o quanto as combinações astrológicas sugerem sua existência real nesse caso particular. Na verdade, o programa verifica todos os tipos, mas faz escolhas e exclui inicialmente certas figuras. Mas seria também muito complicado debater em detalhe o funcionamento do programa. O programa confere se os padrões descritos existem no indivíduo e o quanto são apropriados. Geralmente, ele encontra vários padrões assim em um mapa astral, então ele tem que decidir quais desses padrões são os mais importantes e como devem ser relacionados. Ao fazer isso, o programa presta atenção especialmente àqueles padrões que são mais fortemente opostos. O fato de que as oposições internas tornar-se-ão também uma manifestação no mundo exterior é um importante conceito da psicologia do subconsciente. Assim, tais pares opostos são de vital importância para a interpretação. O programa verifica também as relações. Se, por exemplo, três padrões com traços similares aparecem, contadas somente para oposto, é provável que um traço de caráter do primeiro grupo se expresse em uma pessoa. A Sombra, entretanto, é geralmente suprimida; ela não é visível à primeira vista na personalidade desse indivíduo e, muitas vezes, permanece inconsciente até mesmo para a pessoa em questão. Isso significa que os padrões reconhecidos equilibram-se entre si. Deste modo, o computador decide quais os assuntos são mais importantes para a pessoa cujo mapa está sendo analisado. Esses traços são, então, descritos. É assim que se elabora a Análise Astrológica Profunda (Psychological Horoscope Analysis).

Pergunta:
Como o programa determina o tipo psicológico retratado na primeira parte da Análise Astrológica Profunda, no Capítulo II?

A.T.:
O Capítulo II da análise trata daquilo que C.G. Jung denominou os quatro tipos psicológicos. Esses quatro tipos correspondem aos quatro elementos fogo, água, terra e ar. O tipo intuitivo, cuja imaginação é fortemente desenvolvida e o tipo sensual, fundamentalmente guiado pelas percepções sensuais, formam um par. O segundo par é composto pelo tipo racional, o pensador, e a pessoa emocional, cujas funções dominantes são o sentimento, a simpatia, etc. O programa analisa a distribuição dos planetas nos vários elementos e infere conclusões sobre o tipo psicológico. Muitas vezes, desequilíbrios são encontrados, o que significa que um determinado elemento está representado apenas fracamente ou não está representado. Isso chama-se função indiferenciada, mas uma outra função será a mais forte. Ainda uma segunda função pode ser tão forte e, portanto, deve também ser considerada. Liz Greene denomina tipo psicológico o conjunto dentro do qual a dramatização psicológica acontece. Esse conjunto no qual as figuras atuarão determina amplamente a atmosfera dos eventos. Em um sensualista, as figuras internas que vivem mais na fantasia, removidas e não ligadas à terra, terão dificuldades em expressar suas qualidades. Se a função mental for enfatizada, as figuras internas mais direcionadas à emoção não se sentirão desenvoltas. Portanto, deriva-se da primeira parte da análise a determinação de quais figuras acharão fácil ou difícil desempenharem o seu próprio papel, quais delas se expressarão abertamente e quais delas teriam maior probabilidade de ficar à sombra. Essa determinação básica já revela muito. Os quatro tipos básicos correspondem também aos quatro humores, o melancólico, o colérico, o sangüíneo e o fleugmático, apesar desses termos antigos não se aplicarem mais ao nosso modo moderno de pensar.

Pergunta:
Qual é a função da parte principal da análise?

A.T.:
Conforme já foi mencionado, a parte principal da análise, Capítulo III, determina padrões astrológicos que correspondem a assuntos arquetípicos e os equilibra. O computador decide, então, qual deles é o mais importante e é expresso de maneira mais forte. De um certo modo, o computador procura os conflitos principais na vida psíquica interior. Algumas vezes o programa até encontra dois ou três temas principais.

Pergunta:
O programa pode sempre se decidir por um entre vários temas?

A.T.:
Isso não é sempre fácil. Na verdade, um astrólogo face à face com o cliente poderia encontrar uma pista sobre qual figura eventualmente tornou-se predominante na vida da pessoa em questão, ao observar sua aparência e o que diz. Em um caso assim, o programa lista as descrições das figuras em oposição como igualmente importantes. Ele descreve ambas as figuras, porque não sabemos qual delas se tornou predominante na vida ou na fase momentânea da vida da pessoa em questão. Mas é possível descrever esse par, oferecendo ao leitor acesso para sua própria consciência.

Pergunta:
Qual é a diferença entre uma consulta psicológica e a leitura dessa análise feita por computador?

A.T.:
Um astrólogo de formação jungiana abordará essa tarefa com instrumentos similares e um método similar ao nosso programa. Entretanto, ele tem à sua disposição uma fonte adicional vital de informação: o cliente à sua frente. Ele pode fazer perguntas ao cliente, e isso é uma grande vantagem sobre o programa de computador. Se ele achar que vários assuntos no mapa astral têm mais ou menos igual importância, ele pode,- simplesmente ao perguntar aos clientes - determinar quais os temas que eles escolhem para si,com qual dos dois lados eles se identificam mais. Isso o programa de computador não pode fazer, mas, basicamente, temas com a mesma importância acontecem raramente. Normalmente, um tema prevalesce. O astrólogo também pode focar muito mais atentamente naquilo que é abordado pelo cliente. O cliente quer saber algo que ele ainda não sabe, e é por isso que ele procura o astrólogo. Assim, o astrólogo pode se limitar a esses aspectos. Inevitavelmente, o texto do computador contém muito mais informações. Ele não sabe onde o cliente está, o que ela ou ele sabe, e o que mais gostaria de saber. Há pessoas que não têm muita consciência de si mesmas. Elas sabem apenas muito pouco sobre suas próprias mentes. Outras pessoas sabem bastante; talvez elas tenham sofrido várias crises e tenham se encontrado em situações de dificuldade psicológica. Em uma consulta pessoal, o foco é muito mais forte. É por isso que nosso texto é tão detalhado; em um livro normal, isso levaria de 40 a 50 páginas, e várias horas são necessárias para ler tudo isso exaustivamente.

Pergunta:
Esse texto do computador pode substituir uma consulta astrológica?

A.T.:
Deve-se considerar o que de fato acontece em uma consulta astrológica. Não é uma situação na qual mero conhecimento é transmitido. Duas pessoas sentam-se em uma sala. A empatia com a qual o astrólogo considera os problemas expostos pelo cliente é importante. Um equipamento de tratamento não substitui uma enfermeira, e, analogamente, um humano, um astrólogo simpático não pode ser substituído por um computador.

Pergunta:
Você quer dizer que o astrólogo também tem uma função terapêutica, a qual o computador não pode exercer?

A.T.:
O astrólogo é um ser humano, uma pessoa empática cuja tarefa é ajudar os outros. Nem todo astrólogo se vê como um terapeuta, e nem todo cliente que visita um astrólogo considera estar consultando um terapeuta. O astrólogo é um ser humano, sensitivo e conselheiro, um auxiliar. Essa função humana não pode ser exercida pelo computador, por uma máquina. Por outro lado, livros, como por exemplo livros de psicologia sobre crises no casamento etc, escritos por autores empáticos podem nos ajudar. Livros assim abordam muitas qualidades humanas, porque atrás deles há um autor empático escrevendo a partir de sua própria experiência de vida, seu conhecimento de especialista e sua experiência em lidar com problemas assim. Um livro desse tipo não apenas guia em direção ao conhecimento, mas também capacita o leitor a encontrar-se emocionalmente na obra, a encontrar-se nos problemas dos outros, descritos no livro. A leitura de um livro pode dar início a processos emocionais importantes. As mesmas consideraçõs se aplicam à Análise Astrológica Profunda. Não se trata apenas de um papel frio impresso por um frio computador. O autor introduz sua inteligência emocional, suas capacidades empáticas no texto que só então é impresso pelo computador. Afinal de contas, os textos não foram escritos pelo computador. Eles foram criados por um psicoterapeuta e astrólogo extremamente experiente, que escreveu livros de astrologia psicológica internacionalmente conhecidos. Através de seu texto, muitas qualidades humanas são abordadas na análise. Em oposição a um livro, entretanto, esses textos foram especificamente selecionados para o leitor. Ao ler o livro, você encontra certos parágrafos que o tocam particularmente, os quais ressoam dentro de você. Em um volume de psicologia de cerca de 500 páginas, isso acontecerá apenas com relação a muitas poucas passagens. É neste ponto que a Análise Astrológica Profunda difere. Como os textos foram selecionados especificamente para o leitor através do processo mencionado acima, ele encontrará praticamente apenas esses trechos do texto que têm algum significado para ele e que lhe dizem algo de pessoal. Neste sentido, a Análise Astrológica Profunda não foi feita por um computador. Na verdade, inserimos partes das capacidades de um astrólogo em um modelo computacional. Declarações e textos escritos por um astrólogo experiente foram armazenados no computador e reproduzidos individualmente.

Pergunta:
Então o autor dos textos e do conhecimento astrológico é a peça-chave na realização de uma Análise Astrológica Profunda?

A.T.:
A realização de um projeto como a Análise AstrológicaProfunda requer duas coisas: por um lado, o perito com o conhecimento específico, responsável pelo texto, e, por outro lado, o especialista em informática, o assim chamado engenheiro do conhecimento. Seu trabalho é estruturar o conhecimento do perito e dar forma ao conhecimento, de maneira que o computador possa compreendê-lo. É somente através desse processo entre o perito e o especialista em computação que um sistema especialista passa a existir. Ambos os lados são necessários.

Pergunta:
Quem é Liz Greene?

A.T.:
Liz Greene é astróloga e autora de destaque internacional na área de astrologia. Ela é uma das figuras principais na psicologia da astrologia atual e na psicologia moderna do subconsciente. Dra. Greene é psicóloga e psicanalista jungiana formada em Londres. Ela trabalha tanto como psicanalista quanto como astróloga. Suas atividades astrológicas incluem consultas e a redação de livros de astrologia, mas ela também apresenta regularmente seminários sobre astrologia e dirige uma escola de astrologia psicológica. Seus livros foram traduzidos para cerca de dez idiomas. Além dos livros sobre astrologia, ela também escreveu dois romances históricos e livros infantis. Com sua capacidade de escrever e sua formação largamente desenvolvida em psicologia, ela se tornou a pessoa que uniu a astrologia à psicologia jungiana. Não porque elas tivessem sido em algum momento divididas: C. G. Jung sempre teve interesse em astrologia e fazia mapas astrais para muitos de seus pacientes. Na verdade, sua filha tinha que desenhá-los. Aliás, a Sra. Gret Baumann-Jung é uma das principais astrólogas de Zurique, mas somente Liz Greene tornou esse campo acessível para um público maior, interessado em psicologia. Isso deve-se também ao seu estilo fluente de escrita; seus livros são cheios de vida e tornam a leitura fascinante. Seu objetivo sempre foi transportar a astrologia de volta para a psicologia. Antigamente, a astrologia era um sistema abrangente de pensamento. Ela era conectada com todas as outras ciências, representando, por assim dizer, a psicologia mais primitiva. Antigamente não havia ramo específico da ciência que lidasse com a mente humana. A psicologia analítica moderna de Freud desenvolveu-se muito racionalmente, na maior parte do tempo. Ela advém de uma fonte diferente. Ela foi formada por uma imagem racional e quase mecanicista do homem. Na psicologia de C.G. Jung, os lados mais profundos, submersos da mente eram expressos e vinham à tona de maneira bastante legitimada. Liz Greene considera sua tarefa traçar essas áreas submersas através de meios astrológicos, tornando a astrologia acessível e aceitável para a psicologia moderna. Ela tem uma base sólida em ambas as áreas e é, portanto, capaz de uni-las.

Pergunta:
Essas análises podem ser utilizadas de maneira abusiva? Será que elas poderiam ser até mesmo nocivas para algumas pessoas?

A.T.:
Paracelsius já disse que todo remédio é também venenoso. Tudo depende da dose. O mesmo aplica-se ao material astrológico. A análise apresenta uma grande quantidade de material psicológico. O texto mesmo não contém astrologia, no que se refere aos planetas, casas e zodíacos. O texto trata de problemas e assuntos psicológicos. Material psicológico pode ser também nocivo. Isso acontece a toda pessoa jovem ao se interessar por psicologia: você compra um livro sobre complexos de inferioridade, você lê esse livro e você fica horrorizado ao achar que sofre dos mesmos complexos. Passa-se por uma fase na qual encontra-se dentro de si todos aqueles lados obscuros descritos em um livro de psicologia. Um livro desses pode devastar uma pessoa instável, mas pode ser de grande valor nas mãos de alguém seriamente interessado na busca de si mesmo. Antigamente, muitos livros eram proibidos pela Igreja porque eram considerados nocivos para o público em geral. Além disso, não se atribuia ao público comum a capacidade de lidar com esses livros. Esse era, por exemplo, o caso de livros sobre a sexualidade. Os termos dano e nocividade eram, portanto, agregados ao tema. Tudo o que lida com problemas e conflitos na vida pode ser útil e auxiliar, principalmente porque se tornar consciente dos problemas é sempre uma escolha melhor do que suprimir esses problemas. Assim, deveríamos, de preferência, questionar a utilidade. Apesar disso, quando se revela a uma pessoa próxima que ela tem adicionalmente um complexo com o pai, essa pessoa poderia ficar profundamente deprimida. Na medida do possível, todo texto psicológico, até mesmo um romance descrevendo um determinado problema, pode ser simplesmente perigoso ou útil. Isso pode induzir uma crise, mas a questão permanece, se uma crise em si é nociva. Ela á útil, em si, porque denota uma mudança. A Análise Astrológica Profunda tem o potencial de induzir crises. Ainda assim, não há diferença entre isso e nenhuma outra coisa que funcione como um impulso para a mente. Os autores têm muita consciência da responsabilidade relacionada a um produto desse tipo. Não sabemos ao certo quem, na verdade, receberá a análise. Na maior parte dos casos, serão pessoas interessadas em psicologia e astrologia, que querem saber mais sobre elas próprias. Afirmamos claramente, no folheto informativo, que a análise tratará de assuntos psicológicos de cada indivíduo. Não enviamos a análise anonimamente a alguém que nunca a pediu. Nós presumimos que toda pessoa que encomenda uma análise conosco sabe o que está encomendando, e o que a espera. Os textos são desenvolvidos com um grande sentido de responsabilidade, não pretendendo dizer a todas as pessoas que elas são uma multitude de complexos. A idéia fundamental é que vale a pena trazer à tona muitas coisas submersas no indivíduo - tesouros enterrados na mente ou no inconsciente. Uma vez na superfície, essas coisas podem elevar a criatividade e a alegria de viver de uma pessoa, porque a integração das diversas partes submersas de toda uma personalidade significa aumentar a qualidade de vida. Quando uma pessoa passa por um processo de integração, uma totalidade mais rica e uma personalidade mais madura emergem. Estes lados criativos inconscientes são expressivamente mostrados na análise. Isso não quer dizer que os lados obscuros sejam embelezados - mas todo lado obscuro também tem um aspecto criativo. Tratar da agressividade, por exemplo, não torna uma pessoa má, mas a torna inteira. Ainda assim, como já disse, nada pode induzir uma crise. Essa é a razão pela qual anexamos um formulário em cada análise, oferecendo às pessoas a oportunidade de reagir. Achamos isso de importância vital. Não se "despeja" simplesmente alguma coisa em cima do leitor. Estamos preparados para considerar cada leitor individualmente, em uma extensão que depende de cada caso. Estamos muito interessados em receber um retorno dos leitores. Isso também dá a eles a oportunidade de mandar um "SOS" e se dirigir a nós. Se recebemos algum sinal de confusão e transtorno, não deixamos isso assim. Nós consultamos o que foi retornado e lidamos apropriadamente com o assunto.

Pergunta:
A análise é dirigida aos adultos. Pode ser feita uma análise para crianças?

A.T.:
A Análise Astrológica Profunda trata de problemas da vida adulta. Ela é prevista como uma lição para a pessoa descrita no texto. A análise lida muito com o lado inconsciente da mente. Portanto, não é particularmente útil fazer uma análise sobre uma outra pessoa. É claro, pode ser interessante descobrir o que isso revela sobre o chefe de alguém. Mas esse não é o objetivo. A análise foi escrita para o adulto que gostaria de enfrentar a si próprio. Se a análise não deve ser expandida no vazio, então a vida deve ter sido vivida, porque senão não haveria problemas da vida para tratar. Para uma criança de dez anos de idade, a análise significaria tão pouco quanto um livro de aconselhamento matrimonial significaria para ela. É por isso que impõe-se uma idade limite de 14 anos. É sempre difícil traçar delimitações precisas. Acreditamos que as pessoas que atingem a maturidade deveriam ter acesso à análise. Se fizéssemos a análise apenas para pessoas com mais de 20 anos de idade, estaríamos desconsiderando todas aquelas brilhantes pessoas de dezessete ou quinze anos interessadas em psicologia. Mas temos consciência do fato de que a delimitação de limites de idade é sempre arbitrária.

Pergunta:
O que foi necessário para desenvolver o produto assim como ele está hoje?

A.T.:
Foram necessários dois peritos: o especialista que forneceu o conhecimento especializado e escreveu os textos que eventualmente foram selecionados. Por outro lado, foi preciso um especialista em computação, o engenheiro do conhecimento, para estruturar esse conhecimento especializado e transformá-lo dentro de um programa de computador. O processamento do conhecimento é um campo novo. Não se pode comprar em toda parte métodos para estabelecer sistemas especialistas. Não se trata de uma tecnologia de computação largamente difundida, a qual todos os programadores conhecem. Não se pode simplesmente comprar um sistema de processamento de conhecimento, no lugar de um sistema de processamento de texto. Sistemas especialistas pertencem a um campo que está recém transitando das universidades à prática. Um usuário que quer trabalhar com sistemas de processamento do conhecimento tem que criar ele mesmo muitos programas e ferramentas de programação. Ele poderia comprar computadores extremamente especializados, construídos unicamente para Inteligência Artificial, mas por um preço alto. Há quatro anos venho trabalhando na área da Inteligência Artificial e adquiri experiência nesse campo. Aprendi as linguagens de programação relevantes: primeiro a Lisp, na Universidade de Zurique, depois a linguagem Prolog, na ETH. Eventualmente, decidimos fundamentar nosso projeto de sistema astrológico especializado na linguagem Prolog. Essa é uma linguagem de programação muito moderna, a qual foi criada especificamente para combinar logicamente regras, afirmações e pensamento lógico. Há alguns anos atrás, os japoneses optaram pela linguagem Prolog para seu conhecido Projeto Computacional de Quinta Geração. Trata-se de um projeto combinado da indústria computacional japonesa cujo objetivo é promover uma ruptura geral na Inteligência Artificial. Em cerca de quatro anos foram criadas as técnicas básicas de programação e as ferramentas de programa necessárias para modelar o programa. Um passo importante foi reescrever a linguagem Prolog de programação para os computadores à nossa disposição. Tivemos que desenvolver um compilador com linguagem especial para nosso computador Hewlett-Packard. Tínhamos estreito contato com a ETH de Zurique, onde um compilador Prolog estava sendo desenvolvido para os computadores da ETH. Fiz contato com essas pessoas e, em cooperação com elas, desenhei e desenvolvi a linguagem para adaptá-la aos nossos computadores. Este interpretador de Prolog tornou-se um pacote do programa para computadores HP e encontra-se atualmente à venda. É um produto colateral, digamos assim, do nosso desenvolvimento atual. De 1983 até o final de 1985, trabalhamos nessas tarefas preliminares: adquirir o know-how técnico e criar as ferramentas do software. Durante a época que vai desde o final de 1985 até o início de 1987, trabalhamos na realização atual do projeto: implementação do conhecimento básico, do programa e dos textos para a produção da Análise Astrológica Profunda.

Pergunta:
Você é um especialista em computação, um astrólogo ou ambos?

A.T.:
Eu era, é claro, fundamentalmente o especialista em computaçãot.

Pergunta:
Qual é sua formação acadêmica?

A.T.:
Originalmente, estudei física. Depois da graduação, fiz doutorado em física experimental do estado sólido na ETH de Zurique. Isso foi em 1981. Mas durante todo o tempo eu estava muitíssimo interessado em computadores. Para mim, a física era, muitas vezes, secundária, com relação aos problemas e ao uso dos computadores. Mas, então, eu me interessei também por psicologia. Sempre havia uma certa tensão entre o interesse psicológico por pessoas e a racionalidade, interesse científico em física e computadores. Sempre houve dois lados em mim que não se encaixavam. Em 1979, encontrei a astrologia. Foi uma experiência muito intensa. A astrologia tem mais ou menos dois lados; é uma mistura de um sistema associativo psicológico simbólico que se direciona dentro do campo da irracionalidade, do que não pode ser concebido logicamente e causalmente. Ao mesmo tempo, a astrologia confia na órbita precisamente calculada de planetas que compreendem também o Sol e a Lua em seu sistema astrológico; portanto a astrologia tem também um lado matematicamente correto. Na astrologia, ambos esses lados são necessários. Um astrólogo precisa de um mapa precisamente calculado para poder interpretá-lo psicologicamente.
Talvez seja por isso que eu fiquei fascinado com a astrologia desde o início. Então eu comecei a ler livros sobre astrologia e a participar de seminários. Transferi o cálculo de mapas astrais para os computadores, ferramentas com as quais eu estava muito bem familiarizado, e, a partir desse lúdico começo, a Astrodienst foi desenvolvida. Foi bastante cedo, em 1980. Naquela época, eu fazia isso em paralelo ao meu trabalho no laboratório na ETH. À noite, eu costumava desenvolver o programa para traçar os planetas e suas órbitas. Depois de obter meu título de Doutorado, em 1981, trabalhei para a Astrodienst de Zurique, no serviço de cálculo astrológico, e tornei isso minha atividade principal. Esse serviço havia sido muito bem recebido. Apesar de dominar os métodos modernos e avançados de programação, eu ajudei a aumentar o padrão qualitativo dos cálculos astrológicos, da denotação gráfica, etc. Assim, estive lidando com a astrologia por muitos anos, mas principalmente com aspectos técnicos, o cálculo. Eu sempre soube que os simples cálculos não me satisfariam. Eu quis juntar e aproximar esses mundos. Eu quis juntar o mundo computacional com esse lado psicológico irracional que é tão difícil de estruturar. Eu sempre dei continuidade à minha formação em tecnologia da informação e percebi muito rapidamente que, através dos novos métodos de Inteligência Artificial, poderia-se conseguir equipar a Análise Astrológica Profunda com computadores, de uma forma responsável - não apenas unir determinadas unidades de texto de astrologia a um livro de receitas, mas sim imitar o modelo de como um astrólogo olha para o o mapa astral. Em seguida, eu fiquei cada vez mais envolvido com esse novo campo e aprendi sobre os métodos de Inteligência Artificial, até que chegou a hora de iniciar um projeto concreto. Isso foi, como já mencionado, em 1985. Enqüanto trabalhava com a Liz Greene, implementando seu conhecimento em astrologia no computador, eu intensifiquei meu envolvimento com a interpretação astrológica e aprendi muito mais sobre astrologia. Não sou apenas um técnico realizando desinteressadamente o design de um programa, longe disso. O processo de transferência de conhecimento de um dos principais astrólogos a um computador desenvolveu-me como astrólogo. Hoje, sou ao mesmo tempo um astrólogo e um especialista em computação. Recentemente, eu mesmo comecei a dar consultas astrólogicas. Um programa de computador sempre é limitado, enqüanto que uma consulta pessoal pode comunicar algo importante para a pessoa em questão. Aprendi muito com meus próprios clientes, mas, é claro, uma consulta custa muito mais do que uma análise computacional.

Pergunta:
Você está satisfeito com o produto, da maneira como ele está disponível agora?

A.T.:
Sim, eu estou muito satisfeito. E eu sou uma pessoa muito cética e autocrítica. Eu poderia explicar isso a você a partir do meu mapa astral. Às vezes eu posso ser até mesmo autocrítico demais. Eu hesito por muito tempo até encontrar algo bom o suficiente que eu possa finalmente oferecer. Desse modo, durante o desenvolvimento do programa, muitos amigos e também o trabalho psicoanalítico me deram muito retorno. O programa foi testado intensivamente antes de ser introduzido. Já naquela época recebemos muitas reações positivas. Não escrevemos o conhecimento básico, simplesmente, mas sim testamos o programa várias vezes. Nós nos dirigimos constantemente a um grande número de pessoas que conhecemos muito bem e verificamos se os modelos estavam funcionando realmente bem. Quisemos saber se o programa realmente encontrava os assuntos mais importantes para essas pessoas ou não. Assim, nós sempre estivemos envolvidos em um processo de aprendizagem, até hoje, ainda. Estou feliz, e até mesmo surpreso com o que conseguimos. É claro, poderíamos continuar trabalhando por outros três anos e tornar o programa ainda mais detalhado, mas eu acredito que o programa atual está muito bom e seria pena não torná-lo disponível para os interessados. E também deve-se considerar os custos: o desenvolvimento é muito caro e, além disso, devemos aparecer no mercado em algum momento.

Pergunta:
Você planeja continuar desenvolvendo o programa ou adicionar análises similares?

A.T.:
Ambas as coisas. Não vemos de maneira nenhuma esse programa como definido. Os métodos que o programa conduzem são muito bons, eles funcionam, e, neste sentido, permanecerão. Entretanto, os conteúdos vão se tornar mais detalhados. O retorno de nossos clientes permite-nos descobrir onde o programa tem menor entendimento, onde ele pode ainda estar um pouco desigual, onde ele não se expressa de modo suficientemente claro ou onde o material apresentado parece incompreensível. Além de continuar desenvolvendo o programa existente, há, naturalmente, outros assuntos importantes no aconselhamento astrológico, como por exemplo, a inclusão da qualidade do tempo. Para isso, um mapa astral não basta, porque é fixo. Movendo-nos ao longo do tempo, encontramos constantemente algumas fases das quais alguns assuntos emergem e são particularmente intensos. Deixamos outras fases para trás, e é assim que uma mudança acontece. Na astrologia, há diversos métodos para descobrir quais assuntos são mais intensos no presente ou serão intensos em um futuro próximo. Estamos pensando na introdução da dimensão do tempo na análise astrológica. O outro assunto são os relacionamentos, os relacionamentos com o parceiro ou parceira. Esse é um dos principais assuntos nas consultas psicológicas e astrológicas: crises e conflitos nos relacionamentos ou a falta de relacionamento. Essa é uma área em que a astrologia pode realizar muitas coisas. A astrologia é capaz não somente de olhar para uma pessoa, mas também de justapor duas pessoas e ver como a questão do relacionamento revela-se nos mapas astrais dos dois indivíduos e quais interações existem. Esse assunto é mencionado na Análise Astrológica Profunda, mas não é a questão principal e a análise não olha para ambos os parceiros.

Pergunta:
A Análise Astrológica Profunda também contém previsões?

A.T.:
Ela certamente não contém previsões no sentido comum de "cuidado com as finanças durante este mês!". Nós não tratamos nem um pouco da astrologia nesse nível. Entretanto, a crença básica é que o caráter de uma pessoa é sua sorte. Isso significa que seja lá o que existe em mim como um conflito, isso será sempre expresso de novo em minha vida. As coisas que suprimi, em especial, vão me confrontar do lado de fora. Isso está ligado a mecanismos de projeção etc. Há algo como a sabedoria do destino e da vida. Parece ser uma tarefa para a vida toda enfrentar as tarefas e os conflitos que foram determinados no momento do nascimento de uma pessoa. Se eu não olhar para dentro de mim mesmo e enfrentar esses conflitos, depois eu encontrarei esses conflitos externamente. Neste sentido, a descrição de um caráter, de algo dentro de mim, também aponta em direção das coisas que podem me confrontar externamente. Quanto mais uma pessoa é inconsciente, menos ela enfrentou a si própria, e o mais provável é que a vida vai confrontá-la bastante brutalmente no lado de fora. Portanto, além disso, cada descrição dos assuntos da vida de um indivíduo é e ao mesmo tempo não é, de uma certa forma, uma predição, porque se pode evitar se conscientizar desse conflito externamente, ao lidar conscientemente com ele. Há um tipo de "antifeitiço" que ocorre quando se enfrenta seus conflitos e complexos interiores. Assim, o processo de conscientização transforma-se em liberação, uma redenção do destino. Isso pode soar um pouco presunçoso, mas é exatamente o que a psicanálise faz: a introspecção redime a pessoa de um destino que, de outra forma, apareceria externamente ou internamente através do corpo. Esse é o segredo da psicossomática. Portanto, não se pode separar a predição da análise do caráter. Entretanto, nós não fazemos as previsões, em um sentido mais estrito da palavra, do que acontecerá, quando e como. E não se pode fazer isso, exatamente porque tratar conscientemente de um assunto pode invalidar o destino, tornando isso desnecessário para algo que vai acontecer.

Pergunta:
Percebi que a análise fala muito dos pais, que ela até mesmo arrisca fazer afirmações sobre a relação dos pais. Como isto é possível?

A.T.:
Na verdade, estas são duas questões. Uma é: como isso é possível? E a outra: por que fazemos isso? Deve-se perguntar o que os pais significam, psicologicamente. Os pais não são apenas pessoas externas, com quem você vive quando criança, que cozinham para você e o educam. Os pais têm, na verdade, um papel quase superdimensional na psicologia, especialmente na psicologia do subconsciente. Os pais são a primeira experiência de uma criança com aspectos masculinos e femininos. A mãe é a primeira mulher que se conhece. O pai, ou o homem que desempenha o papel da trajetória masculina de um filho é o arquétipo masculino que se depara com o filho. Na psicologia de Jung, fala-se de Animus e Anima, os lados interiores masculino e feminino de cada indivíduo. No homem, o lado Animus pode estar em um nível mais consciente, enqüanto o lado Anima está em um nivel mais insconsciente, e vice-versa na mulher, apesar de isso nem sempre ser tão óbvio. Entretanto, a figura dos pais sempre se refere a estes lados interiores. Eles, digamos assim, atuam como o tipo modelo para o meu lado masculino interior ou para o meu lado feminino interior. Isso significa que o meu lado feminino interior relaciona-se a como é a minha mãe. Meu lado masculino interior relaciona-se a como meu pai é. Não necessariamente como meu pai é exteriormente; ele também tem um lado inconsciente. Minha mãe, da mesma forma, tem um lado inconsciente, o qual poderia não ser plenamente expresso em sua vida, mas do qual uma criança, inconscientemente, tem grande consciência. Da mesma forma que o mapa astral retrata meus aspectos psíquicos principais, ele também revela o Animus e a Anima. Isso retrata meus arquétipos masculino e feminino, os quais, é claro, têm muito a ver com a figura dos pais, que eram, afinal de contas, os primeiros modelos. Observações na astrologia prática revelaram que os pais podem ser representados nos horóscopos do filho. Não necessariamente sua porção exterior; na verdade, um dos pais pode muito bem ter estado ausente, mas o mapa astral do filho contém a figura paterna ainda assim, independentemente de ser o uma carta astral de uma mulher ou de um homem. A partir de um mapa astral, pode-se aprender muito sobre a figura dos pais e como ela refletiu na mente de um filho, e isso é de grande importância para mim. Afinal de contas, os pais tiveram o primeiro papel de modelo de relacionamento. A experiência que tive com os meus pais molda minha capacidade de principiar relacionamentos, minha capacidade de lidar com conflitos. O enfrentamento de seus pais, tais como eles estão representados no mapa astral, permite o acesso a um nível vital dos problemas e conflitos dentro de uma pessoa.

Pergunta:
Quais são os critérios que o programa usa para fazer afirmações sobre relacionamentos?

A.T.:
Por um lado, empregamos interpretações astrológicas tradicionais, tais como a Sétima Casa, a posição de Vênus, etc. Por outro lado, com base em um conceito psicológico, acreditamos que uma pessoa muitas vezes gostaria de ver seus lados inconscientes refletidos em seus parceiros. Você poderia chamar isso de projeção. O assunto dos relacionamentos está, portanto, estreitamente ligado à parte principal da análise que descreve as figuras principais de um caráter.

Pergunta:
Você pretende compreender totalmente a pessoa descrita pelo programa?

A.T.:
Pretendemos retratar os assuntos na vida da pessoa descrita e, assim, as encorajamos a enfrentarem a si próprias. Quanto mais conscientemente as pessoas lidam com seus problemas, mais elas elucidam a descrição do programa. Por outro lado, são exatamente essas pessoas que, geralmente, se dão conta que a descrição se dirige aos aspectos principais de suas personalidades. Em nosso programa, nós não clamamos compreender totalmente uma pessoa. Isso seria presunçoso e arrogante. Felizmente, até mesmo um computador pode errar.

Pergunta:
Qual é o objetivo dessa Análise Astrológica Profunda?

A.T.:
Acreditamos que a análise ajudará o leitor a tornar-se mais consciente dos assuntos temáticos em sua vida e, assim, aprender a lidar com eles mais conscientemente. Isso pode ser um auxílio real na vida. A ausência de consciência significa a redenção do destino de uma pessoa.

Mais informação da Análise Astrológica Profunda

Traduzido por Suzana Marc

Por ser um dos maiores portais de astrologia, a WWW.ASTRO.COM dispõe de vários recursos gratuitos sobre o tema. Com interpretações astrológicas de alta qualidade feitas por alguns dos maiores astrólogos do mundo, como Liz Greene e Robert Hand entre outros, muitos horóscopos gratuitos e uma infinidade de informações sobre astrologia para iniciantes e profissionais, a www.astro.com é o endereço número um em astrologia online.
Homepage - Horóscopos Gratuitos - Astro Loja - Compreender a Astrologia - Ephemeris - Autors und Staff - Meu Astro - Consulta Directa ao Atlas - Sitemap - FAQ - Forum - Contato