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    Posições actuais dos planetas
    25-Dez-2014, 09:29 UT/GMT
    Sol3Capricórni29'59"23s23
    Lua18Aquário42' 4"11s12
    Mercúrio13Capricórni6'17"24s56
    Vênus18Capricórni26'33"23s21
    Marte15Aquário52'56"17s13
    Júpiter22Leão10'47"r14n54
    Saturno0Sagitário10'55"18s18
    Urano12Áries34'30"4n21
    Netuno5Peixes13'55"10s16
    Plutão12Capricórni56' 8"20s39
    Nodo Lun.true15Libra41'22"r6s10
    Quíron13Peixes33'47"2s09
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Mapeando a Psique

Uma Introdução à Astrologia Psicológica, por Clare Martin

Lição 1: Introdução aos Planetas

O Sistema Solar

A tradição astrológica tem milhares de anos, e tem sua origem nas meticulosas observações e registros cuidadosos dos sacerdotes-astrólogos da Mesopotâmia acerca das cambiantes posições dos sete planetas visíveis a olho nu, tanto uns em relação aos outros como contra o pano de fundo das estrelas e constelações. Um 'horóscopo' (ou mapa do tempo) é a representação das posições dos planetas vistos da Terra em um tempo e lugar determinados. A Astrologia tem sido sempre e permanece sendo um sistema geocêntrico, uma vez que, embora o Sol seja o centro do Sistema Solar, a Terra é o nosso lar, e é desde a Terra que estabelecemos nossas referências.

Audiência: Então foi a simples observação e a manutenção de registros que deram origem à Astrologia em seu início?

Clare: Isso mesmo. A Mesopotâmia tem sido sempre referida como o berço da civilização ocidental, e foi aqui que a arte, a ofício e a ciência da astrologia do ocidente foram forjadas originalmente. A Mesopotâmia é um deserto plano e extenso, com horizontes abertos e céus noturnos imensos. Não é, portanto, surpreendente que os primeiros mitos tenham sido frequentemente estórias celestiais ou que os corpos celestes tenham sido considerados deidades - forças viventes cujo relacionamento com os seres humanos era óbvio e esperado. Agora que não mais olhamos para cima ou observamos os planetas movendo-se sobre o céu da noite, perdemos nossa conexão instintiva com esses deuses vivos e deixamos de levar a Astrologia a sério. Às vezes se diz que os planetas pararam de falar conosco porque paramos de ouvi-los, mas se você já esteve em algum lugar retirado e olhou para o céu à noite, você já terá experienciado algo da majestade e força das estrelas e dos planetas.

Se nos resta ainda alguma centelha de imaginação, ao nos colocarmos sob as estrelas, crendo nas emoções e intuições que surgem dentro de nós, podemos sentir com certeza absoluta que esses pássaros de fogo tem impacto na vida humana, uma influência inegável. [12]

Como estudantes de Astrologia, uma de nossas primeiras tarefas é conhecer e entender a astronomia e a mecânica básica do Sistema Solar. Esse é o fundamento de nossa arte e de nosso métier, e se você puder aprender isso agora, vai se manter bem situado ao longo de seus estudos astrológicos. Portanto, examinemos a ordem dos planetas a partir do Sol. A anatomia de nosso sistema solar não é bem compreendida. Mas é de suma importância para nós, como astrólogos, conhecê-la, não apenas porque um entendimento dos períodos orbitais dos planetas e suas velocidades relativas é crucial quando virmos a estudar os ciclos planetários e as técnicas avançadas, mas também porque as características físicas dos planetas nos informam bastante sobre seu significado astrológico.

Vemos no diagrama a seguir que as os períodos orbitais dos planetas dependem de sua distância do Sol. O primeiro planeta a partir do Sol é Mercúrio, que se move muito rapidamente, com um ciclo orbital de apenas 88 dias. A maior parte do tempo, Mercúrio não é visível por encontrar-se à frente ou atrás do Sol. Quando o podemos ver, é por um curto período quando se lança para fora do disco solar, ora de um lado, ora de outro. A própria astronomia dos planetas nos diz algo de sua personalidade astrológica. Vênus tem uma órbita de 225 dias e é conhecida como a Estrela da Manhã, quando se levanta com o Sol ao leste, e como Estrela da Noite, quando se põe com o Sol a oeste, representando as duas faces dessa grande deusa. Mercúrio e Vênus são chamados planetas 'inferiores' por suas órbitas se encontrarem no interior da órbita da Terra. Por esse motivo, eles parecem acompanhar o Sol em sua jornada anual em torno da carta natal, por vezes à frente, outras vezes arrastando-se atrás do Sol, com Mercúrio e Vênus a uma distância máxima de 27 e de 48 graus do Sol, respectivamente.

A órbita da Terra é exterior à de Vênus e, como sabemos, sua órbita aparente ao redor do Sol leva 365,25 dias, ou um ano. A Lua é o seu satélite e leva aproximadamente 28 a 29 dias para orbitar a Terra. Uma lua nova ocorre a cada mês ('month', em inglês, termo derivado do nome da Lua, 'moon'), quando a Lua se encontra entre a Terra e o Sol; e a lua cheia ocorre também a cada mês, quando a Terra se posiciona entre a Lua e o Sol, como no diagrama acima.

Marte é o primeiro planeta 'superior', encontrando-se fora da órbita da Terra, e demora 687 dias, ou quase dois anos, para dar a volta ao redor do Sol. Com sua cor vermelha, tem sido sempre associado com o derramamento de sangue, a ira e a guerra; e, com seus dois satélites Phobos e Daimos (que significam 'terror' e 'medo') é conhecido como o deus da guerra. Com sua órbita acentuadamente elíptica, Marte parece crescer em tamanho e em poder à medida que se aproxima da Terra, encontrando-se em sua posição mais próxima quando a Terra se localiza entre o Sol e Marte. Então parece recuar até que alcança sua maior distância da Terra, do outro lado do Sol. Conhecido como o deus Ares pelos gregos, o mês romano de Março (quando o Sol está no signo de Áries) foi assim chamado por causa desse planeta.

Para além da órbita de Marte estende-se o Cinturão de Asteróides, uma ampla região de rochas considerada por alguns como os restos fragmentados de um planeta que explodiu. O Cinturão de Asteróides constitui uma fronteira astrológica significativa, por marcar a divisão entre os cinco planetas 'pessoais' - Sol, Lua, Mercúrio, Vênus e Marte - e os dois planetas 'sociais' - Júpiter e Saturno. Os planetas pessoais descrevem nossas características individuais, ao passo que os planetas sociais apontam como cada um de nós se relaciona com o contexto social e cultural mais amplo em que nascemos.

Júpiter, como um período orbital de 11,86 anos, é o maior dos planetas do Sistema Solar, com dez vezes o tamanho da Terra. Com seu imenso campo magnético, irradia mais energia dentro do Sistema Solar do que recebe do Sol. Com sua família de luas, tempestades permanentes, a Grande Mancha Vermelha e uma rotação em torno de seu eixo de aproximadamente dez horas, tudo o que concerne a Júpiter é ativo, turbulento, tempestuoso e maior do que a vida.

Saturno, com um período orbital de 29,46 anos, é o segundo maior planeta, e seu sistema de anéis claros e congelados faz dele um dos mais bonitos objetos no Sistema Solar. Sendo o mais longínquo e lento dos planetas visíveis a olho nu, Saturno é o planeta mais exterior do Sistema Solar desde o ponto de vista de nossos sentidos, e esse fato, juntamente com seu perfeito sistema de anéis, explica porque Saturno tem sido sempre associado com limites e com o tempo, e com as limitações de nossa existência. Psicologicamente, Saturno relaciona-se com o desenvolvimento dos fortes limites do ego, que nos mantém seguros, mas que também nos aprisiona e restringe.

O 'asteróide interceptado' ou 'planetóide' Quíron foi descoberto em 1977 e se mantém como uma anomalia no Sistema Solar. Originário do Cinturão de Kuiper, que se estende para além da órbita de Plutão, desconhece-se por quanto tempo esse visitante de nosso Sistema Solar permanecerá conosco. Com uma órbita extremamente elíptica de 49 a 51 anos, a função astrológica de Quíron parece ser a de conectar os planetas exteriores com os planetas do 'velho mundo', uma vez que ele flutua no espaço a quase igual distância do Sol quanto de Urano, passando ainda dentro da esfera orbital de Saturno. Embora Quíron não tenha de nenhum modo sido ainda aceito universalmente pela tradição astrológica, desejo incluí-lo aqui desde o início porque, como princípio psicológico, ele parece ser particularmente relevante para nós, nesse período da História em especial.

Os três planetas exteriores, Urano, Netuno e Plutão pertencem realmente a uma diferente categoria. Sua descoberta somente foi possível por meio do desenvolvimento de instrumentos científicos, como o telescópio, e parece refletir uma correspondente expansão da consciência dos seres humanos. A descoberta de Urano em 1781 nos revela algo sobre sua interpretação astrológica. A descoberta de Netuno em 1846 e a de Plutão em 1930 inauguram a presente era, com todo o seu tremendo potencial de evolução e de destruição coletiva.

Audiência: Há muito a aprender, não é?

Clare: Sim. Estudar Astrologia é muito similar a iniciar o aprendizado de um ofício. A Astrologia constitui um tipo de atividade prática que não pode ser dominada 'com a cabeça' apenas. Cada um de nós necessita descobrir sua própria e única relação com a Astrologia, e nosso trabalho árduo e dedicação se vêem recompensados quando nos percebemos penetrando a tradição astrológica viva, ao ponto em que o assunto, e cada carta astrológica que estudamos, começa a tomar vida para nós. É o aprendizado que nos prepara para esse mágico momento, quando, pela primeira vez, nos encontramos em um diálogo com o cosmos vivente.

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The Book"Mapeando a Psique"

Publicada originalmente em 2005, pela CPA Press, BCM Box 1815, London WC1N 3XX, United Kingdom, www.cpalondon.com. Copyright (c) 2005 by Clare Martin.
Mais informação sobre o livro.

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