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    Sol29Sagitário58'28"23s26
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Precessão e o Zodíaco

Veja também: Signos do zodíaco

Um dos argumentos mais comuns usados contra a astrologia é que as declarações feitas pelos astrólogos há muito se tornaram obsoletas. A astrologia alega que alguém nascido em 30 de março tem o Sol a 10° de Áries, mas na realidade em 30 de março o Sol se encontra na constelação de Peixes.

Declarações como esta são bastante confusas para os interessados em astrologia. Os astrólogos vivem mesmo no lado distante da lua, agarrando-se continuamente a crenças que a ciência desvendou há muito tempo? A confusão aparece porque ambas as declarações relativas à posição do Sol em 30 de março estão corretas. Nessa data o Sol está tanto no signo zodiacal de Áries quanto na constelação de Peixes. Tais declarações diferem porque foram feitas em diferentes estruturas de referência. Algo similar ocorreria se você ligasse da Alemanha para um amigo em Londres a fim de discutir a hora do dia. A pessoa em Londres diria que são 10 horas, enquanto que para você, na Alemanha, seriam 11 horas. É claro que ambas as alegações estão corretas - dentro de diferentes quadros de referência, ou seja, diferente fuso horário.

As constelações são grupos de estrelas fixas no céu. Desde tempos remotos os homens têm refletido acerca de seu significado. A faixa do céu particularmente relevante para a astrologia é a eclíptica dentro da qual os planetas do nosso sistema solar se movem. É aqui que encontramos (seguindo na direção anti-horária) as doze constelações de estrelas fixas de Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. São constelações de tamanhos bem variados e, às vezes, até sobrepõem-se. Devido aos padrões formados por essas constelações poderem ser interpretados de diversas maneiras, é impossível, por exemplo, dizer onde Capricórnio termina e Aquário começa. É dentro desta zona do céu (ou esfera celeste) que os astrônomos projetam uma circunferência perfeita - a eclíptica - formada pela órbita anual da Terra em volta do Sol - ou, para um observador na Terra, a órbita aparente do Sol em volta do nosso planeta. A eclíptica permanece praticamente estável tendo como pano de fundo as estrelas fixas. Astrônomos hoje continuam a usar essa circunferência como ponto de referência. No sistema de coordenadas eclípticas a localização de um planeta é medida usando dois números: a longitude eclíptica é definida medindo-se uma direção anti-horária a partir do ponto zero da eclíptica; e a latitude eclíptica, medindo-se o desvio do planeta a partir da circunferência. As duas leituras são dadas em graus. A longitude eclíptica é medida de 0° a 360°. Mas onde é o ponto zero na eclíptica? Fixar o zero é necessariamente arbitrário - isto é, uma questão de definição. Para coordenadas geográficas da Terra, por exemplo, 0° de longitude foi fixado no observatório astronômico de Greenwich, em Londres. O ponto zero na eclíptica foi estabelecido usando-se o equinócio vernal no hemisfério norte (Aequinoktium), em 20 ou 21 de março, o dia em que noite e dia têm igual dura ção em todo o planeta. Este ponto é definido matematicamente utilizando-se o ponto de intersecção entre o equador e a órbita da Terra em volta do Sol, isto é, a eclíptica. O equador celeste é dado pela posição do eixo da Terra no espaço. Se este eixo permanecesse estável, o equinócio vernal em 21 de março seria um ponto fixo no espaço.

No ponto alto da astronomia durante a idade helenística, cerca de 200 A.C. a 200 D.C., o equinócio vernal no hemifério norte situava-se na fronteira entre as estrelas fixas das constelações de Áries e Peixes. Astrólogos da época dividiram a circunferência da eclíptica em doze segmentos idênticos de 30° usando este ponto zero como referência. Tais segmentos receberam os mesmos nomes das constelações de estrelas fixas situadas atrás deles. É importante distinguir esses 12 segmentos da eclíptica (ou signos do zodíaco) do fundo de constelações de estrelas fixas do mesmo nome, ambos sendo vagamente definidos e de tamanho irregular.

Porém o eixo da Terra não é estável. A Terra não é uma esfera perfeita - aplaina-se nos pólos e salienta-se no equador. Reage à influência gravitacional do Sol e da Lua como um pião cuja rotação é distorcida por uma força externa, causando assim o que é chamado de precessão da Terra - o que significa que o próprio eixo da Terra gira em um círculo, levando a um movimento cônico em torno do pólo fixo da eclíptica. Uma rotação completa em torno deste cone leva cerca de 26.000 anos. Esse deslocamento do eixo da Terra faz com que o equador celeste mude de maneira que o ponto de intersecção entre o equador e a eclíptica - o equinócio vernal - mova-se de leste para oeste ao longo da circunferência da eclíptica, ou seja, na direção oposta do zodíaco padrão.

Leva cerca de 26.000 anos para o equinócio vernal fazer uma revolução completa em torno da eclíptica, isto é, através de todas as doze constelações. Demora cerca de um doze avos desse tempo - aproximadamente 2.160 anos - para percorrer um signo do zodíaco. Na Antigüidade o equinócio vernal situava-se entre os signos de Peixes e Áries, e devido ao seu movimento retrógrado através do zodíaco, está situado no momento presente na fronteira entre as constelações de Peixes e de Aquário, movendo-se lentamente em direção a Aquário. Como as constelações carecem de limites claros, é difícil dizer exatamente quando o equinócio vernal se moverá da constelação de Peixes para a de Aquário, ou seja, quando a chamada Era de Aquário começará. Dependendo de onde o limite seja fixado, isso ocorrerá entre 2.100 e 2.500 D.C.

Aastrologia ocidental já não utiliza o pano de fundo de estrelas fixas como ponto de referência. A astrologia ocidental moderna usa o mesmo sistema de referência da astronomia, isto é, divide a eclíptica em segmentos começando no equinócio vernal. Apesar desses segmentos terem recebido os mesmos nomes das constelações de estrelas fixas, a precessão da Terra indica que eles não estão mais alinhados com as constelações do mesmo nome. Apenas em áreas específicas da Astrologia - como na Astrologia Mundana quando se estudam transformações relativas a épocas mais longas - a relação entre essas constelações de estrelas fixas e a eclíptica tem algum significado. Então são feitas referências às "Eras" de Peixes, Aquário, etc. Outros sistemas não-ocidentais de astrologia ainda trabalham em certa medida com sistemas alternativos ao sistema de coordenadas equinociais eclípticas usado pelos astrólogos ocidentais. A astrologia indiana usa um sistema que se refere às estrelas fixas como método de medições, levando a uma situação em que a posição do ponto zero se tornou uma questão de disputa. Isso acontece porque diferentes escolas astrológicas na astrologia indiana se referem a diferentes pontos zero.

Mais detalhes a respeito dos temas de precessão e zodíaco podem ser encontrados no livro de Dieter Koch "Kritik der astrologischen Vernunft (Eine Klärung des Anspruchs der Astrologie - Antwort der Astrologie an ihre Kritiker)," Verlag der Häretischen Blätter, ISBN 3-931806-03-0. ["Crítica da razão astrológica (um esclarecimento sobre a reivindicação da astrologia - resposta da astrologia a seus críticos)"], Editora Häretischen Blätter]

O livro está disponível apenas em alemão.

Traduzido por Beth Ossege

Posições actuais dos planetas
21-Dez-2014, 22:27 UT/GMT
Sol29Sagitário58'28"23s26
Lua28Sagitário13'41"18s39
Mercúrio7Capricórni34'48"25s15
Vênus14Capricórni6' 9"23s47
Marte13Aquário10'39"18s02
Júpiter22Leão20'48"r14n50
Saturno29Escorpião48'38"18s14
Urano12Áries34'11"r4n21
Netuno5Peixes9'36"10s18
Plutão12Capricórni48'59"20s39
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Astrologer watching the sky through a telescope, by Eugene Ivanov
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