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Hoje em dia, algumas pessoas acham que a Astrologia não
passa de uma superstição, e que os antigos astrólogos
viviam numa época primitiva e ignorante. Estas pessoas esquecem
que os seus antepassados remotos foram suficientemente inteligentes
para construir as pirâmides do Egipto, que se mantêm
há mais de quarto mil anos, e também Stonehenge,
que os arqueólogos acreditam agora ser um fantástico
e preciso relógio baseado nos movimentos do Sol, da Lua
e das estrelas.
Sir Isaac Newton, um dos maiores cientistas de sempre, não
desdenhava da Astrologia. Ele próprio a praticava e, quando
um dos seus amigos lhe perguntava por que acreditava em tal "disparate",
respondia "Senhor, eu estudei o assunto. Você não!" Mais
recentemente, o famoso psiquiatra suíço Carl Jung
interessou-se bastante pela Astrologia e abordou o assunto nos
seus livros. E alguns cientistas modernos de forma alguma riem-se
da Astrologia. Têm utilizado métodos de pesquisa para
tentar perceber por que razão as crenças da Astrologia
parecem ser verdadeiras. E têm descoberto coisas entusiasmantes
sobre os diferentes tipos de energia que cada planeta emite, e
começam a compreender que a Lua realmente exerce uma poderosa
influência sobre os seres vivos. Estas pesquisas podem um
dia ajudar a explicar por que razão a Astrologia funciona.
Entretanto, cada vez mais pessoas começam a perceber que
o conhecimento astrológico pode ser algo muito útil.
Já dissemos aqui que este conhecimento pode ajudar-nos a
compreender melhor a nós próprios e aos outros. Em
países como a Índia, a Astrologia é usada
há milhares de anos para ajudar as pessoas a escolher a
pessoa certa para casar, e para seleccionar a melhor altura do
ano para casar. Hoje em dia, os psicólogos podem estudar
o horóscopo de um paciente para melhor compreender a personalidade
daquela pessoa, e algumas empresas começam a utilizar a
Astrologia para seleccionar as pessoas mais indicadas para cada
tarefa, porque um horóscopo pode mostrar quais as maiores
capacidades de cada pessoa.
Uma coisa importante a reter no estudo da Astrologia é que
nenhum signo do Zodíaco é melhor ou pior do que outro. É tão
bom ser Leão como ser Escorpião, e as pessoas de
Virgem têm tantas qualidades especiais como as de Capricórnio
ou Gémeos. Cada signo indica dons ou capacidades especiais,
embora não existam duas pessoas com qualidades e personalidades
exactamente iguais, porque existe uma infinidade de outros aspectos
a ter em conta em cada caso particular, como a posição
da Lua e dos planetas.
Como podemos aprender mais sobre Astrologia? Algumas universidades
americanas ensinam actualmente Astrologia, e um pouco por todo
o mundo, é possível aceder a um curso por correspondência,
quando não têm possibilidade de estar presentes nas
aulas. Existem também muitos livros que podem ser lidos,
sobre Astrologia. Alguns deles foram escritos por um autor francês,
Michel Gauquelin, que apurou algumas estatísticas fascinantes
com o objectivo de provar quão exacta a astrologia pode
ser no que respeita à avaliação da personalidade
e das capacidades das pessoas. Os livros de Michael Gauquelin,
como tantos outros, permitiram a muitas pessoas lançar um
novo e sério olhar sobre a Astrologia, e estão disponíveis
em bibliotecas e livrarias. Dê-lhes uma olhadela! E não
se preocupe se algumas pessoas disserem que a Astrologia é um
disparate. Provavelmente não sabem nada sobre ela. No mundo
actual, sabemos bastante sobre a construção de coisas
como automóveis, frigoríficos e televisores, mas
temos tendência a ignorar os grandes mistérios da
vida e da morte. As pessoas estão a ganhar consciência
disto, e a adquirir um novo interesse em muitos ensinamentos antigos,
incluindo a Astrologia.
Existe ainda outra forma de encarar a Astrologia. Os antigos astrólogos
acreditavam que todo o universo era um enorme ser vivo, a que chamavam
Deus. Acreditavam que cada uma das partes deste universo estava
interligada com as restantes, de maneira que, embora por vezes
uma pessoa se sentisse sozinha, na realidade não estava.
Era antes uma parte deste grande e único ser vivo, independentemente
de se chamar Deus, Jesus, Alá, Krishna, Buda, Mitras, ou
qualquer outro nome. Os antigos astrólogos acreditavam ainda
que este Ser estava em constante evolução, tornando-se
cada vez mais perfeito, e que cada ser vivo dentro do universo
também evoluía e se aperfeiçoava. Acreditavam
que em cada pessoa existe uma chama eterna de vida, que nunca morre,
mesmo quando o corpo deixa de ter vida. Essa chama de vida continua
a existir, e regressa em muitos corpos diferentes, vida após
vida, tornando-se cada vez mais sábia, mais bela e mais
perfeita.
Talvez a Astrologia tenha hoje em dia algo para nos oferecer,
porque está mais ligada aos valores humanos do que qualquer
outra ciência. Pode ajudar-nos a compreender que as nossas
vidas têm um propósito. Pode ser que exista alguma
verdade nas crenças ancestrais, e que nós e os planetas
façamos todos parte de um cosmos unificado. Conhecer um
pouco a Astrologia pode ajudar-nos a abrir os olhos para muitas
coisas, e a mais importante de todas elas é quem realmente
somos interiormente. E talvez seja esse o fulcro central da vida.
Textos retirados de "Looking at Astrology", ©
Liz Greene 1977
Traduzido por
Dora Alexandre
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