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    Posições actuais dos planetas
    20-Nov-2017, 04:30 UT/GMT
    Sol282'22"19s43
    Lua1646'17"18s23
    Mercúrio1930'12"25s35
    Vênus1555'48"15s33
    Marte1755'48"6s01
    Júpiter848'24"13s28
    Saturno2633'28"22s26
    Urano2519'41"r9n15
    Netuno1128' 2"r8s07
    Plutão1731'11"21s46
    Nodo Lun.true1827'20"r15n18
    Quíron2425'26"r1n18
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A Casa 6
Dana Gerhardt

Anna Lee foi uma das minhas primeiras clientes. Respirei fundo quando vi o seu mapa. Ela tinha 6 planetas na Casa 6: o Sol, Vênus, Mercúrio, Plutão e Urano. Como se isso não bastasse, estavam todos em Virgem, o signo natural dessa casa. Para a minha mente de iniciante, essa informação saltou da página com pontos de exclamação. Mas o que ela significava? Naquele momento, eu não tinha ideia. Não via a hora de um dia poder olhar para um mapa e "saber" instantaneamente. Mas para ser franca, esse dia nunca chegou.

Cinco Sinto alternadamente inveja e desconfiança daqueles que conseguem fazer análises instantâneas de um mapa sem sequer conhecer a pessoa que o vive. Mas há bastantes discordâncias sobre os meios certos e errados de se praticar astrologia. Não quero entrar nesse mérito aqui. Vou apenas fazer uma confissão: sou péssima com mapas. Tenho que conhecer o território a fundo antes de o mapa passar a fazer sentido. Mesmo algo aparentemente simples, como um aglomerado de planetas na mesma casa e signo, vai me deixar conjeturando. Para alguns indivíduos, isso realmente quer dizer uma vida intensa e focada. Para outros, como Anna Lee, o stellium age mais como um confuso emaranhado de fios cruzando, pela regência, todo o mapa. Recordo-me que se havia alguém que podia me ensinar sobre a Casa 6, esse alguém era Anna Lee. Saturno estava prestes a opor-se ao seu Sol de Casa 6. Observei com interesse os efeitos desse trânsito.

Problemas de saúde ou no trabalho muitas vezes aparecem durante os trânsitos da 6. Foi uma aposta certeira de que, no caso de Anna Lee, uma ou ambas as áreas seriam afetadas. O que de fato aconteceu, nos meses da orbe aplicativa de Saturno foi que o chefe de Anna Lee, Jerry, teve problemas no trabalho e de saúde. Ele foi demitido e passou por uma operação de ponte de safena. Às vezes, pessoas próximas viverão nossos trânsitos por nós, mas raramente escapamos ilesos. Anna Lee ficou preocupada com a saúde do chefe. Mas a saída dele da empresa virou a sua vida de ponta-cabeça. Teve receio de duas possibilidades: ser a próxima a ser convidada pela gerência superior a sair ou, talvez pior, ficar e tomar o lugar dele.

Nos meses que se seguiram, ao ritmo extenuante de Saturno, Anna Lee labutou com sua situação. Inicialmente, entrou em pânico. Então, foi a entrevistas. Recebeu duas propostas e recusou ambas. Quando rumores de que iria sair vieram à tona, foi direto ao presidente da empresa e deixou claro que não o faria. Levou meses para que seu chefe Jerry encontrasse uma nova posição, e ainda mais tempo para que a empresa nomeasse seu substituto. Mas quando a oposição de Saturno ficou exata, Jerry finalmente saiu, e um arqui-inimigo foi posto em seu lugar. Anna Lee entristeceu-se.

"Então por que você não saiu?"

sapatos Seus olhos hesitaram. Ela tomou fôlego, "Eu não sei, acho que eu gosto de lá". Momentos antes, ela havia descrito seu local de trabalho como um ambiente intensamente pressionado pelo tempo e que raramente lhe dava uma hora completa de almoço; a gerência superior nunca reconhecia o quanto ela, seu chefe e todo o departamento trabalhavam duro. Ela considerava o seu departamento como o centro nervoso da empresa. Nos dias em que Jerry se ausentava, ela sentia que mantinha toda a empresa coesa. Um trânsito de Saturno às vezes premia esforços anteriores e traz uma promoção: "Então por que você não se candidatou à vaga do seu chefe?"

"Ah, eu não acho que conseguiria fazer isso. É muita pressão..." A voz dela desvaneceu. Seus olhos se moveram para um ponto distante, então retornaram. "Simplesmente, eu gosto de trabalhar. Não me importo de trabalhar duro. Mas não quero gerir as coisas. Não sou ambiciosa, na verdade."

Vitimização, insegurança, uma perda de opções, além de uma vontade de trabalhar feito um rolo compressor – comparei essas qualidades a outras Casas 6 que eu conhecia. Havia uma semelhança entre suas histórias. Nem todos os Sóis de Casa 6 são vítimas inseguras que trabalham duro. Entretanto, com certa frequência, suas vozes têm o mesmo tom hesitante quando discutem seus empregos ou seus futuros. Não é incomum ouvi-los reclamar por terem trabalho em demasia ou por serem pouco reconhecidos. Seu crítico interno residente da Casa 6 não ajuda. "Faça melhor, trabalhe mais duro" são estratégias comuns da Casa 6. Mas nem sempre eles são as melhores soluções para a vida. Talvez isso seja o lado ruim do serviço da Casa 6 – Sóis de Casa 6 tendem a servir aos outros. Quando os outros não aparecem, esses Sóis ficam paralisados.

Astrólogos antigos consideravam a 6 uma Casa maléfica – não era um local feliz para um planeta estar. John Frawley, um seguidor contemporâneo de princípios tradicionais, escreve sobre a 6: "Essa é a casa dos dardos e arremessos do fado sempre adverso: de todas as coisas que o mundo áspero, cruel, e aquele estranho bando de pessoas que a habita e conspira para nos perseguir."1 Planetas nessa casa são enfraquecidos e podem causar danos às outras casas que eles regem. Não é a casa da saúde, Frawley argumenta, mas a casa da doença. A Casa 1 indica a nossa saúde ou vitalidade; a 6 descreve o que compromete isso. Tampouco é a Casa do trabalho ou serviço, diz Frawley. Essa é uma invenção moderna, frouxamente baseada na 6 regendo empregados e comerciantes – aqueles que trabalham para nós. Nosso próprio trabalho ainda é descrito pela 10. Interpretações contemporâneas da 6, diz Frawley, estão simplesmente erradas. Vêm de uma tendência do discurso de felicidade de astrólogos modernos a maquiar qualquer notícia celestial ruim.

As visões de Frawley soam ásperas a qualquer pessoa acostumada às interpretações modernas. Mas elas preenchem uma nota que falta: planetas aqui estão, muitas vezes, misteriosamente sob tensão. Entretanto, se você for um astrólogo de aconselhamento, é um tanto improdutivo dizer a alguém "Você está ferrado". Talvez mais útil seja a perspectiva de Dane Rudhyar. Ele descreve a 6 como um território em crise – que requer reorientação e ajuste. Seguindo à Casa 5 da criatividade, filhos, e romance, a 6 descreve o que acontece quando os nossos sonhos de Casa 5 colidem com o mundo real. Damo-nos conta de que as nossas expressões criativas não andam de mãos dadas com a imortalidade. Notamos que a nossa vida amorosa perdeu o brilho. A despeito de nossos melhores esforços, nossos filhos resmungam e desapontam. Na 6, percebemos que a vida não é o que esperávamos. Podemos nos afogar na derrota. Ou podemos fazer algo a respeito. Podemos mudar a nossa abordagem, adquirir novas técnicas. Podemos sofrer ou crescer.

"Pelo fato de a sexta Casa representar fundamentalmente tudo quanto diz respeito a crises pessoais e ao modo de enfrentá-las", escreve Rudhyar, "ela revela, mais que qualquer outro fator em todo o campo da astrologia, como um indivíduo pode crescer e se transformar".2 Para um astrólogo tradicional, isso pode soar como um discurso de felicidade. Isso depende se você tende mais para o destino ou para o livre arbítrio. Onde tradicionalistas e modernos podem concordar é que a 6 muitas vezes traz o teste do sofrimento. Planetas aqui requerem paciência, resignação, fé, e acima de tudo, o esforço de aprendermos com nossas experiências. Qualquer um com ênfase na Casa 6 natal, afirma Rudhyar, não consegue escapar ao chamado de transformar-se.

Quando Marte estava cruzando a cúspide da Casa 6 de Anna Lee, recebi uma mensagem telefônica que me surpreendeu. Anna Lee aceitara um novo cargo em outra empresa. Vibrei com a explosão de confiança que trouxera essa mudança. Ouvindo suas novidades, não pude deixar de notar as ironias. Ela estava assumindo um cargo de gerência – exatamente aquilo a que ela resistira antes. Ela estaria chefiando um departamento completamente novo, e na verdade, montando-o a partir da base. Era engraçado ela estar indo embora agora, ela relatou, porque descobrira que seu novo chefe na empresa antiga era muito melhor do que seu temor fazia-a acreditar. A gerência superior estava finalmente fazendo as mudanças que ela tanto desejava.

Trabalhar Fiquei me perguntando sobre a saída dela da empresa antiga justamente no momento em que as coisas estavam melhorando. Mas lembrei-me da associação da Casa 6 a doença. Como nos lembra Frawley, a doença é uma crise temporária que tem o objetivo de trazer o nosso sistema de volta ao estado de equilíbrio. A insatisfação de Anna Lee com o seu trabalho talvez fosse uma febre útil. Permitiu-lhe acabar com a sua passividade e encarar a vida num nível mais alto. Assim que essa febre passou, estava livre para seguir adiante. Os antigos associavam a 6 à alquimia. Talvez isso sustente a visão de Rudhyar de que a 6 é uma casa transformacional, onde devemos transformar o chumbo da vida em ouro. Quanto a Anna Lee, a última notícia que tive foi que ela estava indo muito bem.


Tanto astrólogos antigos quanto modernos concordam que o regente natural da 6 é Mercúrio. Mercúrio é associado à mente, particularmente à habilidade de raciocinar. Se a 6 traz crise, é a lógica de Mercúrio que nos ajuda a responder a ela adequadamente. Através de Mercúrio, analisamos e organizamos nossa experiência. Dividimos nosso tempo em unidades úteis de atividade. Evocamos estratégias proativas para mantermo-nos à distância tanto da crise quanto da doença. Às vezes, os astrólogos falam sobre a 6 como se fossem mães chatas, lembrando-nos de arrumarmos nossas camas e pendurarmos nossas roupas. Quando essa casa é ativada por um trânsito, progressão ou revolução solar, os astrólogos modernos aconselham: "Coma seus legumes, tome suas vitaminas, exercite-se, pare de fumar; otimize a sua rotina de trabalho, reduza o seu estresse, organize-se".

Alguns astrólogos falam da 6 em termos mais metafisicamente na moda, uma aquiescência, talvez, às suas raízes alquímicas. Aconselham atividades do tipo "centramento espiritual", "ritual sagrado", "descobrir a magia em detalhes mundanos". Uma Casa 6 ativada por um trânsito pode suscitar uma necessidade de vincular o sagrado ao corriqueiro. Não há dúvida de que tais afirmações fariam Frawley contorcer-se. Mas elas de fato abordam um problema comum da Casa 6. Mercúrio rege as máquinas. Na 6, muitas vezes agimos como tais. Quando a minha Lua progredida entrou na 6, não sofri nenhuma crise monumental. Minha vida girava em torno do trabalho; meus dias eram monótonos. Se eu sofria de algo, era de falta de imaginação. Ansiava por uma percepção mais mágica dos meus dias.

A 6 refere-se ao tempo do dia-a-dia e como o usamos. Aqui, a maioria de nós se submete à norma cultural – que é lidar com o tempo mecanicamente. Preenchemo-lo com atividade produtiva: trabalhamos. A maioria de nós não tem escolha. Isso bem poderia ser a "má sorte" de que falavam os antigos! Entretanto, a maioria de nós admitiria que trabalhar não é de todo ruim. Há algo em nós que gosta de uma estrutura rotineira em nossos dias. Estudos têm mostrado que os indivíduos mais deprimidos não são os que trabalham das 9h às 5h, mas os que assim não fazem – os desempregados, os enfermos, os aposentados – os que não têm nem para onde ir e nem o que fazer. Os antigos diziam que Marte, orientado para a ação, está em júbilo nessa Casa. Nossa Casa 6 gosta de estar em movimento. Mas ela carrega o potencial para a magia também?

Criança Cada vez mais, vejo-me usando dicas que as crianças me dão. Elas são, obviamente, mestras incontestes da magia convencional. Inicialmente, eu ri quando um amigo me contou a história que vou relatar sobre seu filho Zack de três anos de idade. Agora vejo-a como um koan de sabedoria da Casa 6. Zack tem duas escovas de dentes: uma azul para a hora de dormir, e uma verde para usar de manhã. Certa manhã, o pai de Zack inadvertidamente colocou a pasta de dentes na escova azul. Zack ficou indócil. Pensando que seria uma boa hora de ensinar a Zack sobre flexibilidade, o papai tentou tapeá-lo para que escovasse os dentes com a azul. Zack fez tamanho chilique que seu pai teve que carregá-lo até a mesa do café-da-manhã, com ele teimando e berrando, e os dentes sem escovar. A birra continuou até que o papai cedesse. Carregou Zack de volta para o andar de cima. Eles rebobinaram o dia e começaram de novo, dessa vez com a escova de dentes verde.

Achei que meu amigo estava criando uma criança fora do comum. E então eu tive meu próprio bebê. Branden ensinou-me sobre a importância dos rituais da infância: a atividade certa, com os objetos apropriados, na hora certa. Aos 2 anos, Branden tomava café-da-manhã na cadeira verde, assistia à TV com o travesseiro quadriculado. A mamãe tinha que beber o café na caneca que tinha o passarinho, e o papai tinha que pôr suas chaves na última prateleira (não na do meio!). Certa manhã, Branden e eu saímos de casa depois de dar à cachorra um cookie em vez de dois. Os implacáveis soluços de choro vindos do banco de trás "o cookie da cachorra, o cookie da cachorra" significavam que eu tinha que dirigir por duas quadras de volta para casa e corrigir o erro. Não fiquei nada satisfeita com isso (algo que a cachorra percebeu instantaneamente, escondendo-se incrédula, quando eu entrei de rompante para jogar outro cookie em sua direção). Aquela manhã foi uma daquelas "lutas de interesses" entre pais e filhos das quais os livros sobre criação de filhos nos advertem. Tudo está perdido, dizem eles, se a criança "vencer". Mas quando eu flagrei o semblante de Branden naquela manhã, ele não era de triunfo, mas de alívio. Seu encantamento se preservara. O dia começara bem.

Isso é a Casa 6 para uma criança, que não tem nem trabalho nem preocupações com a saúde, nem mesmo uma boa compreensão do que é o tempo. As crianças experimentam sua 6 através de seus rituais de organização. Adultos têm rotinas, mas crianças têm rituais. Rituais criam energia; rotinas sugam-na. Rituais atraem assistência do mundo invisível. Desempenham uma função mágica protetora – agindo como o alho e a cruz sagrada que mantêm os vampiros da Casa 6 distantes. O que atrai as crianças a certos objetos e sequências é um mistério, mas o poder desse vínculo não pode ser negado. Para as crianças, o que acontece no presente é importante. A Casa 6 contém os rituais sagrados pessoais que dão significado ao mundo delas.

Quando as crianças entram para a escola, esses vínculos significativos vão se rompendo gradualmente. Sua experiência singular de tempo dá lugar a ritmos sociais mais eficientes. A magia pessoal dá lugar à produtividade e à praticidade. Quanto mais velhos ficamos, tanto pior. O ano em que tive meu Sol e mais quatro planetas na Casa 6 da minha revolução solar, minhas obrigações diárias eram imensas. Estava cheia de atividade produtiva, eficiente e programada. Fiquei esperando a avalanche de responsabilidades desaparecer. Isso nunca aconteceu. Logo antes do final daquele ano, ouvi Ray Merriman falar sobre o Sol na Casa 6 na revolução solar. Suas palavras me atingiram quando disse "Essas pessoas só podem culpar a si mesmas. Elas superlotam a própria agenda, sem perceber que deveriam fazer o oposto: relaxar, flutuar, seguir o fluxo".

Merriman sugeria que, para equilibrar a Casa 6, devemos olhar para a sua casa oposta, a 12. Essa é a casa que pertence ao mundo invisível. É o território de Netuno. Para mantermos a eficiência de Mercúrio na medida certa, temos que evocar mais Netuno – imaginação, espiritualidade, a inconsciência do sonho. Assim como nossos sonhos carregam imagens dos nossos dias, podemos permitir que nossos dias lembrem das imagens dos nossos sonhos.

Jung ensina que há duas raízes para a doença psicológica: os deuses que esquecemos de honrar e os deuses que exageradamente honramos. "Feitos" de mais de Mercúrio sem a "flutuação em espaços vazios" de Netuno fazem do "estresse" uma síndrome comum da Casa 6. Quando Netuno é esquecido, essa silenciosa e vingativa visita indesejada fica aguardando para poder nos enfeitiçar. Dirigindo para casa na autoestrada, sofremos breves comas, acordando apenas minutos antes de chegar à saída. Esquecemos por que abrimos a geladeira ou por que entramos no quarto. Com os nossos corpos trabalhando feito máquinas eficientes, encaramos o dia entorpecidos. Quando perdemos contato com o presente, tornamo-nos presas fáceis dos vícios. É o Netuno desonrado que coloca a bebida, o cigarro, o controle remoto em nossas mãos.

Se a 6 é uma casa monótona ou aflita, talvez sejamos nós mesmos os únicos culpados. Podemos comprar livros como The Goddess in the Office. Podemos vestir vermelho num dia de Marte, queimar incenso à noite, ou ensaiar alguns feitiços. Mas encontrar o ritual mágico "certo" não é o que vai nos salvar. É achar a habilidade de ligarmo-nos a ele – tornar importante novamente o que ocorre no presente. Não estou sugerindo que devamos dar chiliques como uma criança quando nossas rotinas pessoais são perturbadas. Em vez disso, equilibremos Mercúrio com Netuno. Usemos a nossa razão para preservar a imaginação espiritual. Como as crianças, tornemo-nos os sacerdotes e sacerdotisas de nossas vidas diárias.


Falar é fácil, mas como se alcança isso? Não acho que fórmulas simples funcionem, embora Merriman estivesse chegando a algum lugar. Já notei que aqueles que lidam bem com a Casa 6 tendem a ter uma boa relação com a 12. Gostam de flutuar em espaços vazios, assim como de estar atentos e absorvidos quando o trabalho do momento chama. Já me perguntei se o signo da cúspide da Casa 6 pode prescrever um ritmo diário ideal – e a melhor abordagem para lidar com as crises da Casa 6. O que descobri foi que a maioria das pessoas leva seus dias no estilo do seu Ascendente. Tenho Virgem ascendendo, o que quer dizer que eu adoro planejar, fazer agendamentos e listas. "Uma hora para preces tibetanas, outra para leitura, e então para o meu trabalho", direi a mim mesma. Mas aí, há telefonemas, emails para responder, o eletricista que não chega no horário que disse que viria. Aquário está na cúspide da minha Casa 6. Aquário descreve com mais precisão os ritmos imprevisíveis que enfrento. Apesar de minhas melhores intenções, meus planos virginianos geralmente são desfeitos. Se o mapa descreve nosso ritmo diário, sua fórmula funciona assim: o Ascendente mostra como você quer que o dia aconteça. A 6 descreve como ele realmente acontece.

água Na maioria dos mapas, o signo na Casa 1 é inconjunto ao signo na 6. Inconjuntos são um aspecto em desequilíbrio. Mantêm-nos fora de equilíbrio e requerem ajustes constantes. Essa tensão natural entre o Ascendente e a cúspide da Casa 6 é como uma máquina em perpétuo movimento, constantemente nos conduzindo de volta ao trabalho primordial dessa casa: a realidade bate à nossa porta e temos que nos transformar. Na 6, destrinchamos a experiência e absorvemos seu feedback. Melhoramos nossas técnicas e habilidades, impelidos a avançar, talvez, em direção a uma inatingível perfeição. Isso marca a diferença entre o trabalho de um ser humano e o de uma máquina. É impossível escrever artigos perfeitos, fazer leituras perfeitas, ou ser uma mãe perfeita. Mas continuo tentando. A consciência do quanto ainda não cheguei aonde queria é, muitas vezes, dolorosa. Mas no desequilíbrio entre minha intenção e sua realização, sou também novamente impelida a seguir em direção a novas técnicas, abordagens, entendimentos. Tudo isso é improvável no meu computador, que desempenha suas tarefas da mesma maneira toda vez, nunca se preocupando com como elas são recebidas.

É na 6 que construímos o domínio de nosso ofício. Podemos não querer nada menos que o sucesso constante, mas é no desequilíbrio que está a magia. A criatividade muitas vezes brota do fracasso. É possível aprendermos com as crises da nossa Casa 6. E não é essa a chave para o domínio de nossa vida?


Imagens © fotolia.com
Notas:
  1. John Frawley, The Real Astrology Applied (Apprentice Books, 2002), p.177.
  2. Dane Rudhyar, The Astrological Houses (CRCS Publications, 1972), pp. 90-91. (Nota do tradutor: Dane Rudhyar, As Casas Astrológicas, traduzido por Joaquim Palacios. São Paulo: Ed. Pensamento, 1993).

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Moonprints em mooncircles.com

Traduzido do inglês por Rômulo Craveiro de Sousa Tartaruga (Brasil)

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Sol282'22"19s43
Lua1646'17"18s23
Mercúrio1930'12"25s35
Vênus1555'48"15s33
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