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    Posições actuais dos planetas
    17-Dez-2017, 08:24 UT/GMT
    Sol2535' 3"23s22
    Lua1535' 3"18s14
    Mercúrio1552'30"r20s01
    Vênus205' 8"22s57
    Marte50'20"12s16
    Júpiter1418'18"15s09
    Saturno2939'48"22s31
    Urano2441' 1"r9n01
    Netuno1138'27"8s03
    Plutão1817'43"21s43
    Nodo Lun.true165'50"r16n01
    Quíron2422'57"1n10
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A Casa 7
Dana Gerhardt

Querida April,

Ao escrever sobre a Casa 7 da parceria, não confio em mim mesma. É por isso, querida amiga, que estou lhe pedindo que divida comigo a minha coluna. Além de ter um casamento feliz, você tem uma Lua na Casa 7 expressiva. Se alguém pode contrapor a minha abordagem, esse alguém é você. Você sabe como eu me contorço toda quando clientes me pedem "mapas de relacionamento", como eu tento convencê-los a não fazer comparação de mapas ("Me diga uma coisa – Eu e Jake somos uma combinação perfeita?"), e se eles são insistentes, por que eu lhes indico você. A Casa 7 traz à tona meu segredo inconfessável: não acredito em almas gêmeas. Buscar por esse "alguém perfeito" é (para mim) algo tão malfadado quanto caçar um unicórnio, ou um grifo.

Sete Dá para ver por que eu não confio em mim mesma. É um ponto de vista arriscado. A maioria das pessoas ligam para os astrólogos só para ouvir boas notícias sobre a sua "alma gêmea"(do tipo "O amor-da-minha-vida já está chegando?"). Preocupa-me que as minhas teorias aqui estejam erradas. Mas entendo por que as pessoas buscam almas gêmeas. A culpa é da Casa 7. É onde desejamos intensamente e recebemos "o outro". Ela nos urge a fazer duetos. Esforçamo-nos para nos harmonizarmos aqui, cara-a-cara, não somente com um, mas com um monte de parceiros: professores e orientadores, colegas de negócios e amantes. Podemos dançar com esses parceiros por apenas um momento, uma temporada, ou por toda a eternidade. Mas através deles, saímos de nós mesmos. Eles nos incitam a crescer. Através das pessoas da Casa 7, tornamo-nos mais completos. Isso soa bonito, mas, na prática, é muitas vezes doloroso, pois a 7 não é só uma pista de dança. É uma navalha também, raspando as bordas de nossas personalidades. Este é o desenho do nosso horóscopo: nossos parceiros ficam opostos à nossa Casa 1 do eu. É por isso que a 7 governa tanto os "inimigos declarados" quanto nossos "amores verdadeiros". (E não é lamentável que tantos amores verdadeiros se tornem inimigos declarados no final?)

Então, se a alma gêmea for aquele parceiro idílico que, assim como nós, adora sanduíche de anchovas e detesta "O Senhor dos Anéis", aprecia mármore italiano do bom e fica intrépido diante dos nossos humores, que nos entende como ninguém, então ir à caça dessa pessoa na casa dos opostos é um intento arriscado. É triste notar que muitas vezes terminamos nossos contos de fadas românticos odiando nossos parceiros justamente pelos mesmos motivos que, em primeiro lugar, nos sentíamos atraídos por eles.

Mas por que deveria ser assim?

Espelho Um Tudo começa pelo Ascendente, nossa primeira máscara, ou signo em ascensão. Aqui se encontra a persona que melhor nos serviu em nosso ambiente mais primevo. Representa nada mais que uma fração do nosso potencial completo, embora estabeleça um limite útil ("Sou o tipo de pessoa que faz isso e que nunca faria aquilo"). À medida que elaboramos essa história sobre nós mesmos, tivemos que fazer algo com as qualidades rejeitadas que não se adequavam ao nosso mito do Ascendente. Demo-las à Casa 7, para lidarmos com elas mais tarde. Isso configura o nosso profundo desejo de reaver o que foi inconscientemente descartado. Quando as pessoas vagueiam pelo nosso palco carregando aqueles potenciais que reprimimos, quão misteriosa e potente é a atração que sentimos. Mas quando as conhecemos melhor, elas vão ficando estranhamente menos desejáveis. Emerge a nossa resistência entrincheirada. Ande por qualquer shopping center e você vai ouvir intermináveis brigas entre signos ascendentes e suas cúspides na Casa 7.

O Sr. Ascendente em Touro ficou, certa vez, intrigado com o mistério e a profundidade do ser amado (as frutas proibidas de Escorpião); agora, ele está apavorado com essa intensidade inquietante e sombria. O coração da Srª Ascendente em Capricórnio palpita diante da sensibilidade nutridora do seu príncipe Canceriano até que, diante dos seus olhos, ele se transforme em um sapo carente e infantil. Ai dos homens, coitados, que estiveram comigo! Meu Ascendente em Virgem acha Peixes irresistível. Passamos a morar juntos e, como num passe de mágica, o Sr. Perfeito passa a ser um péssimo sonhador: caótico, irrealista e vago. Se você observar dois mapas de duas pessoas quaisquer em parceria, verá que cada um possui um eco proeminente dos planetas ou do signo na Casa 7 do outro. Aí está a armadilha. Mas confesso: é aqui que termina o meu interesse por comparação de mapas. Não dou a menor importância se a Vênus de Jake faz um trígono com o Marte de Sue. É o mapa natal que majoritariamente constrói e destrói relacionamentos. Aqui estão as nossas lentes cor-de-rosa... e o saco de papel tirado de nossas cabeças. Jake pode ser um ótimo rapaz, mas se Sue não conseguir superar suas próprias projeções, a relação amorosa deles pode estar fadada ao fracasso.

Uma regra de ouro é que qualquer indivíduo que provoque em nós uma forte resposta emocional, que nos afete, involuntariamente nos convidou para uma dança de sombra com a nossa Casa 7. Fique atenta. Tome distância das suas queixas e estude-as. Deixe que elas a enviem a uma gincana em busca dessas mesmas qualidades dentro de você mesma. É claro que isso estraga a diversão de sentir justa indignação. Mas vale a pena o esforço. Você pode, na verdade, fazer algo em relação ao seu mais profundo infortúnio – estar em desequilíbrio internamente. Quando estou sozinha, não vejo nada de Peixes em mim. Sou Virgem – analítica, organizada, eficiente. Mas através das inúmeras imperfeições do meu parceiro, eu ganho um espelho para as partes de mim mesma que escondo. Imagine só: descobri que eu posso ser esquecida, enganosa, e escapista também! Aceitar o meu parceiro fica um pouco mais fácil agora. Além do mais, abraçar o meu lado sombra de Peixes permite que o positivo emerja. Fico mais relaxada, mais presente, mais em paz. Talvez meu parceiro, Robert, seja a minha alma gêmea afinal de contas – se tomarmos "almas gêmeas" como aquelas pessoas que pacientemente nos incitam a nos unirmos à esquecida completude de nossas almas.

Espelho Dois A Casa 7 guarda muitas histórias. Uma outra é contada por seu planeta regente. Sua posição sugere um tema central ou recorrente em nossos relacionamentos. Uma pessoa com o regente da Casa 7 na 10 da carreira pode sentir a sua vocação em seu casamento, iniciar um negócio com seu parceiro, ou seguir sozinha, sendo casada com o trabalho de sua vida. Meu Descendente é regido por um Netuno em Libra na Casa 2 do dinheiro. Tenho uma tendência a tornar pessoais meus relacionamentos financeiros, e a tornar financeiras as minhas relações pessoais. O máximo de romantismo que já expressei sobre o casamento foi isto: "Querido, podemos economizar juntos e comprar uma casa!". E naquele devaneio, dois de meus relacionamentos duradouros se dissolveram. Netuno foi bem malandro: aumentou minha renda como num passe de mágica, mas dissolveu as finanças dos meus parceiros. Todos três chegaram à beira da falência.

O dinheiro foi um fato central no relacionamento dos meus pais: eles discutiam sobre o assunto constantemente. Papai deixava o dinheiro escorrer pelos dedos; mamãe sabia fazer o dinheiro render. Só recentemente notei que a cúspide da minha Casa 7 fica encurralada entre seis planetas em oposição nos mapas dos meus pais. Ali, sempre fiquei, como peixe pequeno, presa naquela longa rede que aquelas duas traineiras jogaram no meu mar do inconsciente. Será que não somos sujeitados ao poder do nosso mito de casamento? Quando eu digo "mito de casamento", refiro-me à história de união dos nossos pais. Esses deuses remotos em nosso reino inconsciente exerceram em nós um domínio tão grande quanto Zeus e Hera já exerceram. Podemos decodificar o Ascendente observando a narrativa do nosso nascimento. Talvez possamos desvendar os mistérios do Descendente observando o nosso mito de casamento.

Esta é a narrativa sobre meus pais: nenhum dos dois afirma ter conhecido a felicidade no amor. Casaram-se e divorciaram-se duas vezes. Meu pai deixou minha mãe quando eu tinha oito anos de idade; ela o deixou quando eu tinha 14. Eles ficaram juntos depois disso, comprando moradia juntos, às vezes morando juntos, numa parceria de negócios esquisita que recentemente significava morar em casas separadas na mesma cidade. Jamais planejei repetir a infelicidades deles, mas meus relacionamentos têm sido, em sua maioria, esquisitos também. Têm terminado em intervalos que ecoam os de meus pais. O primeiro, depois de oito anos; o segundo, depois de 14. Assim como ocorreu com minha mãe, meu parceiro me deixou da primeira vez, e eu deixei o segundo. Agora estou num relacionamento em que moramos em casas separadas, o que, minha amiga sugere, os europeus fazem. Ela diz isso como sendo algo da moda e continental, mas eu bem sei: é exatamente o que os meus pais fizeram nos seus últimos anos. Caramba.

Ainda bem que há mais sobre a Casa 7 do que só o casamento. É interessante notar que essa é a casa sobre a qual astrólogos modernos e tradicionais concordam totalmente. Ambos atribuem a ela relacionamentos, embora na astrologia horária a 7 possa descrever qualquer "outro" sobre quem possamos ter curiosidade. Esse tal "outro" que é importante para os meus clientes autônomos é cliente em potencial. Raramente os astrólogos falam sobre o desenvolvimento de uma clientela como uma questão da Casa 7. Ela é vista tipicamente como um desafio de marketing da Casa 10. Mas isso não é também uma questão de relacionamento? Ao longo dos anos, tenho ouvido um sem-número de astrólogos malsucedidos reclamarem que são os seus clientes em potencial os culpados: "Essa droga de cidade não mantém um astrólogo decente!" (Note a emoção. Não seria uma projeção se manifestando?). O que você acha, April, depois de ter começado a sua própria prática do zero, em três cidades em pouco mais de três anos?

Meu primeiro ano como astróloga foi um ano solitário. Se o telefone tocasse uma vez em seis semanas, era um mês movimentado. Minha visita diária à caixa postal era só para pegar aquela consulta mensal, caso ela chegasse naquele dia. Talvez eu estivesse fazendo propaganda nos lugares errados, mas olhando em retrospectiva, eu acho que o problema mesmo foi com a minha Casa 7: eu não estava pronta para relacionamentos! Aparentemente, eu estava implorando por clientes; no fundo, eu estava apavorada. O que será que eles poderiam querer de mim? Fosse o que fosse, eu sabia que não o podia oferecer-lhes. Minha resistência era mais forte do que o meu desejo. O mesmo acontece quando um astrólogo sugere que um novo amor está por surgir e o cliente retorna um ano depois reclamando que ninguém apareceu. Eu sei que isso parece uma justificativa conveniente para uma previsão malsucedida; contudo, é uma aposta bem segura: essa pessoa tinha uma placa de "Mantenha Distância!" em sua Casa 7.

Comecei a atrair mais clientes quando tomei uma decisão: eu disse a mim mesma que lidaria apenas com o tipo de pessoas que eu gostaria de ter como amigas. Talvez isso simplesmente tenha atenuado o meu pavor, mas na verdade, foram exatamente essas pessoas que apareceram. Ao longo dos anos, notei um outro fenômeno curioso: a maioria dos mapas mostrou que os meus clientes eram altamente intuitivos. Essa, claro, é uma qualidade de Peixes (ou seja, minha Casa 7). A 7 sugere o tipo de pessoas que atrairemos; além disso, ela indica o propósito do nosso encontro. Aos poucos, ajustei a minha prática para extrair o que os meus clientes intuitivos já sabiam. Juntos, exploramos seus sentimentos, símbolos inconscientes, e suas ricas imaginações. Em outras palavras, fazemos uma festa do chá pisciana! Eu providencio as xícaras. São eles que trazem o chá.

Mas chega das minhas histórias de Casa 7. Agora é a vez das suas!

Sua amiga, Dana

Querida Dana,

Ok, confesso que amo a Casa 7! Não obstante a sua hipótese maravilhosa – e certamente eu posso apreciar a teoria – minha Casa 7 não parece ser o repositório dos meus traços menos desejáveis. Filósofa, palhaça, sabe-tudo: certamente, sou meu Ascendente em Sagitário. Jornalista, fofoqueira, comunicadora: reivindico os traços do meu Descendente em Gêmeos, mesmo ficando feliz de tê-los encontrado nas pessoas que me são queridas.

Espelho Um Eu fiquei, entretanto, intrigada com o seu conceito de "mito de casamento" e o impacto dele em nossas expectativas em relação ao casamento; ele forneceu um rico insight quando aplicado ao meu próprio mapa. Mercúrio rege a minha 7, e questões da Casa 3/Mercúrio/Gêmeos (comunicação, cartas, e até carros) figuram proeminentemente no meu mito. Tenho apenas umas poucas memórias dos meus pais juntos, porque o meu pai morreu quando eu era jovem. Mas lembro do som de suas vozes vindas do quarto deles para o corredor, acalmando-me para dormir, enquanto recapitulavam o dia – vozes, doces canções de ninar geminianas! – e os dois sentados à mesa da cozinha, batendo papo e rindo-se juntos com facilidade. Certo verão, minha mãe nos levou para viajar, a mim e meus irmãos, de férias, enquanto papai ficou para trás para cuidar da colheita. Muitos anos depois, eu me deparei com um monte de cartas que ele escreveu para ela enquanto estávamos longe – cartas belas, sensíveis e engraçadas. Do tipo que você escreve para o seu melhor amigo e confidente. A base do meu relacionamento com o meu marido foi construída durante longos bate-papos tomando café. Na verdade, todas as relações importantes da minha vida podem remontar a uma fonte geminiana comum: a conversa.

Mas há, no final das contas, um trágico final (minha Lua na Casa 7 está em quadratura com Plutão) para o meu mito. Um dia, Zeus deixa uma nuvem cair (ou morre num acidente de carro, no caso do meu pai), deixando Hera sem o seu melhor amigo. O que fazer com um script como esse, quando se é jovem e impressionável? Optei por uma série de relacionamentos amorosos com datas de validade integradas. "Oh, ele vai embora para a cadeia." "Ele é bem mais velho, vai morrer muito antes de mim." Eu poderia planejar a partida, entende? Tinha uma sensação de controle (aí está aquela Lua/Plutão de novo). E a minha projeção romântica – frouxamente baseada na situação dos meus pais – era de que só nos abrimos para alguém quando temos a certeza de que esse alguém vai nos deixar.

Quando finalmente encontrei meu melhor amigo e confidente, estava imediatamente num beco sem saída: não queria viver sem ele, mas por outro lado, ele não tinha uma data de validade claramente definida! Eu fiquei apavorada com a falta de controle. Para ter felicidade no casamento eu tive que superar o meu medo de ser abandonada, e aprender a amar e acreditar em alguém cuja data estimada de partida não era bem definida.

No que toca a como tudo isso se relaciona a clientes – como eu poderia saber, se essa mísera cidade não mantém um astrólogo decente! (shuashuashua). Puxa vida, Dana, eu não sei. Eu meio que faço a linha da escola de astrologia do "leia o mapa de todo mundo" – uma abordagem de rede de arrasto. Funciona bem quando você se muda muito. Penso eu que, se vemos pessoas suficientes, por pura força dos números, acabamos tendo uma clientela. E uma variada – tem que manter aquela Lua em Gêmeos feliz!

Ao passo que a sua posição – de só ter clientes que você gostaria de ter como amigos – soa sensata e perfeita para você. Um Descendente em Peixes só conhece um ritmo no relacionamento: o da imersão total. É adorável, mas exaustivo, tenho certeza. Então você é sensata ao diferenciar (Ascendente em Virgem útil!) a sua clientela, porque você honra o fato de que cada consulta sutilmente modifica o seu DNA cósmico de alguma maneira profunda. Cada uma de suas consultas é uma bela pedrinha preciosa, cheia de alma e artística – soa pisciano? Enquanto que para meu Descendente em Gêmeos, cada consulta é uma oportunidade de interpretar Barbara Walters (nota do tradutor: apresentadora de tv estado-unidense) – "Vamos falar sobre você!" Simplesmente, acho as pessoas incrivelmente interessantes. Gosto de ouvir suas histórias, e então contá-las de volta para elas de maneira que, espero, ajude-as a ganhar alguma perspectiva sobre a sua situação. Mas não me torno necessariamente una com elas.

Eu acho que, para ser sincera, minhas interações com clientes são o suprassumo dos relacionamentos "com data de validade integrada". (Eles vão embora em 90 minutos. Tudo bem abrir-me com eles"). Aplicando meu "mito de casamento" a esse outro tipo de relacionamento da Casa 7 é fácil ver, para mim, por que eu ocasionalmente me encontro em disputa de poder com meus clientes, geralmente sobre a questão do tempo. Não suporto quando as pessoas se atrasam, não aparecem, não enviam pagamentos no prazo. Sinto uma falta de controle e as subsequentes lutas de poder servem para lembrar-me que, para permitir que os outros exerçam impacto sobre mim, tenho que ultrapassar a barreira de segurança de datas de validade e fazer as pazes com a impotência.

Há uma afirmação astrológica consagrada pelo tempo de que a Casa 7 descreve o tipo de parceiros que teremos, e eu não desconsidero isso. Mas me parece que há outra dimensão para a Casa 7: nomeadamente, que é um retrato do que os outros encontram quando estabelecem uma parceria ou inimizade próxima conosco – o tipo de ambiente relacional que oferecemos aos outros.

Por exemplo, embora você enfatize o forte pragmatismo emocional do seu Ascendente em Virgem, Dana, não é essa a minha experiência com você. Consigo vê-la dessa maneira – ou seja, se eu observar a sua personalidade, consigo ver o lado meticuloso, pé-no-chão, da sua natureza – mas não é esse o lado seu que experimento quando estou com você. O que sinto, ao adentrar a sua Casa 7 pisciana, é atemporalidade. Quando estou com você, adorável amiga, adentro um jardim de diversão, imaginação, associação livre, e – maravilhosamente, gloriosamente – tempo gasto. Conversar longamente com você ou ler uma de suas cartas é como tirar maravilhosas miniférias. É brincar. E esse é um aspecto muitas vezes esquecido da experiência pisciana – viver o êxtase do agora. Desfrutar o processo.

Uma vez que uma pessoa entra na nossa Casa 7 (seja esposo, sócio, ou inimigo mortal), ela experimenta um lado nosso que é muitas vezes diferente do inicial, versão Ascendente tapete de entrada de nossa personalidade. Ao peneirar-nos através dos destroços dos nossos sonhos rejeitados, impulsos, e traços de personalidade, e espelhar-nos de volta através da nossa própria Casa 7, nossos parceiros são como Wendy, de Peter Pan, costurando de volta a sombra de Peter: eles "costuram" nossa sombra (Casa 7) de volta à nossa personalidade (Ascendente) e nos fazem inteiros novamente.

Vejo o Descendente como uma tela através da qual todas as outras questões que trazemos para um relacionamento têm que passar. Depois de reunir candidatos a um relacionamento, entrevistamo-los e, baseados nas expectativas do nosso Descendente, promovemos poucos seletos à nossa Casa 7. Talvez até cobremos uma taxa de entrada, esperando que nossos parceiros atuem como um ou mais planetas em nossa Casa 7 como preço de admissão. No final, isso significa que escolhemos uma sucessão de parceiros com quem adotaremos os mesmos padrões de relacionamento repetidas vezes? Talvez. Ou quem sabe aprendamos a fazer as pazes com as qualidades do Descendente que encontramos.

A exaltação natural de Saturno na Casa 7 implica que somos responsáveis por criar o ambiente de Casa 7 que queremos. Mas é frustrante ficar correndo toda hora em direção aos mesmos bloqueios no ensejo de formar relacionamentos satisfatórios! É enlouquecedor sentir que, não importa o quanto você tenta mudar, está condenada a repetir os mesmos velhos padrões malsucedidos de relacionamento. Em vez de sermos empoderados por essa perspectiva, e aceitarmos o desafio de nos reconciliarmos com a nossa sombra, insistimos em que os outros validem a nossa convicção de que o universo está pegando no nosso pé.

Minha Lua na Casa 7 fez de mim, a vida inteira, uma estudante de relacionamentos, e me colocou no papel de "Querida Abby" (nota do tradutor: coluna de conselhos online "Dear Abby") mais vezes do que imagino. Mesmo assim, Dana, longe de mim ter uma "convicção" sobre a Casa 7. Mas sinto, e acho que você concordaria, que diminui a 7 chamá-la simplesmente de a casa da "descoberta dos outros"; tão legitimamente quanto, é a casa da descoberta de nós mesmos pelos olhos deles. Mas se você acha que a Casa 7 foi dureza... espere até você lidar com a Casa 8 na sua próxima coluna!

Sua amiga, April


April Elliot Kent é astróloga, escritora e desenvolvedora de sites em San Diego, Califórnia. Juntamente com leituras de mapas por telefone ou presencialmente, April oferece relatórios baseados em suas especialidades astrológicas.


OFICINA DAS 12 LUAS

Oficina das 12 Luas Como aliada celeste mais próxima da Terra, a Lua tem uma influência poderosa no dia-a-dia, mas poucos estão sintonizados com ela. Se quiser aumentar a sua sensibilidade ao ritmo lunar, esta oficina é para você. Todo mês antes da lua nova, você receberá um caderno de atividades de 26 páginas, personalizado de acordo com o seu mapa natal e localização atual. Você aprenderá sobre as particularidades da astrologia: a lua nova e o ingresso do Sol, como estes influenciam o seu mapa, assim como as fases da lua, Luas fora de curso, signos lunares e trânsitos da Lua nas casas. Ao longo do ciclo, você será guiado em direção a uma apreciação ainda mais íntima das funcionalidades da Lua em sua vida.
Oficina das Doze Luas em mooncircles.com

Traduzido do inglês por Rômulo Craveiro de Sousa Tartaruga (Brasil)

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17-Dez-2017, 08:24 UT/GMT
Sol2535' 3"23s22
Lua1535' 3"18s14
Mercúrio1552'30"r20s01
Vênus205' 8"22s57
Marte50'20"12s16
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Astrologer watching the sky through a telescope, by Eugene Ivanov
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