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    Sol44'19"19n14
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    Mercúrio11' 6"10n30
    Vênus2434'18"21n30
    Marte46'59"20n18
    Júpiter1620'11"5s19
    Saturno2151'53"r21s55
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A Casa 5
Dana Gerhardt

Se você viu o filme Chocolate, vai entender um problema essencial com a Casa 5. Essa é a casa da alegria e da autoexpressão espontânea. É a casa do correr riscos, da criatividade, das crianças, e do amor. Há uma simplicidade e inocência nessa casa que se revela no prazer irrefreado de estar vivo. O que poderia haver de errado nisso? Essa é a casa pela qual muita gente tem curiosidade quando marca leituras de mapa: "Há um romance à vista?", "Um filho será concebido?", "Um projeto criativo se concretizará?" O fascínio pelo território da Casa 5 é inegável. Entretanto, do mesmo modo como a heroína descobriu em "Chocolate", estranhamente, lamentavelmente, muitas pessoas resistem ao jardim das delícias de sua Casa 5.

Cinco No filme, Vianne Rocher é desprestigiadamente uma mãe solteira, cuja sede de viajar a leva a uma sossegada vila na França do pós-guerra. É o tipo de lugar onde as pessoas sabem o que é esperado delas. Vão à confissão. Cuidam dos seus canteiros de flores. Entendem o seu lugar no esquema das coisas (e se o esquecerem, alguém certamente lhes lembrará). Quando veem coisas que não deveriam ver, sabem como desviar o olhar. Quando a vida lhes desaponta, aprendem a não pedir mais. Mas um dia, seguindo um vento furtivo, Vianne chega com sua filha. Vestindo capas vermelho-vivo, elas trazem nova energia vital para essa cidade cinzenta. Sem tardar, Vianne abre uma loja de chocolates. Durante a Quaresma! Feitos a partir de antigas receitas maias, seus chocolates têm poderes misteriosos. Eles libertam desejos escondidos, despertam a paixão, incutem nova convicção e força. O padre condena-a como ajudante de Satã. O prefeito a quer fora da cidade. Sua filha reclama: "Por que você não consegue ir à igreja e usar sapatos pretos como as outras mães?"

chocolate Vianne é do tipo indomável. Dentro da sua Casa 5, caro leitor, também habita um espírito indomável. Ele quer dar uma sacudida na sua vida sem graça. Quer estimular o seu êxtase por estar no agora. Vianne tem um affair com um cigano. Ela é também clarividente, sabendo exatamente de que remédio de chocolate – o creme de rosas, as conchas de chocolate, ou a bebida de chocolate com pimenta – a alma de uma pessoa pode estar necessitando. Do mesmo modo, sua Casa 5 contém um espírito cigano que sabe exatamente como fazer o seu coração cantar. A astrologia tradicional dá a essa casa uma dupla associação com Vênus, o planeta dos prazeres e das paixões. Vênus "está em júbilo" nesta casa, ou seja, suas tendências naturais encontram expressão auspiciosa aqui. A ordem caldeia dos planetas, que atribui Saturno à Casa 1 e Júpiter à Casa 2, dá à animada Vênus a Casa 5. É sabido que quando trânsitos ou progressões energizam a Casa 5, as pessoas fazem coisas atípicas. Elas têm casos amorosos. Compram carros novos chamativos. Sonham em fugir para o circo. Resumindo: comportam-se como crianças.

Há força vital indispensável na Casa 5. Essa é uma progressão natural ao se percorrer as casas. Ao eu emergente é dado um recipiente de apoio através da Casa 4 do lar e da família. Quando a vida emocional é assim alimentada, o poder se concentra. Há energia para criar. Ou procriar. Há entusiasmo pela vida. A pessoa está vibrante e radiante. Talvez seja por isso que os astrólogos modernos atribuem a regência da Casa 5 ao Sol. O Sol tem qualidade de estrela. Ele diz "Estou aqui!" Necessita expressar-se dinamicamente. Quer sentir-se especial. Quer amar e ser amado. Precisamos realmente escolher Vênus ou o Sol ao julgarmos o que importa mais nessa casa? Talvez seja mais sensato manter ambos em mente. Na 5, você tem que expressar o seu Sol sem se desculpar. E tem que buscar o que traz alegria para a sua Vênus.

Frequentemente, as pessoas vêm para leituras de mapa porque se sentem paralisadas. Uma pergunta que geralmente faço aos clientes antes da sessão é "O que é que você pode estar negligenciado ultimamente?" Os que se encontram paralisados geralmente respondem "Eu mesmo". O que comumente querem dizer é que não estão nem de perto se divertindo nos moldes da Casa 5. Não estão arranjando tempo para brincar. Estão sendo boas meninas e bons meninos e fazendo o que é esperado deles. Estão trabalhando sem parar, na esperança de que algum dia todo o prazer adiado compense. São como os habitantes da vila antes de Vianne chegar – a viúva que ainda veste o preto de luto 40 anos após a morte do marido, o prefeito da vila que bebe a amarga água com limão e escreve sermões sobre as virtudes da privação. Estão acometidos pela sorrateira doença conhecida como "anedonia", a incapacidade de desfrutar o prazer.

Entre adultos profissionais em particular, essa doença pode ter alcançado proporções epidêmicas. Pulo Chega uma hora em que as pessoas percebem que algo lhes falta em suas vidas. Talvez reajam a isso colocando um anúncio nos classificados pessoais. Talvez vão a um terapeuta e tentem localizar a sua criança interior. Talvez comprem um livro como The Artist’s Way para ajudar a liberar a paixão criativa. Se consultarem um bom astrólogo, vão ser encorajadas a abrir uma loja de chocolates em sua Casa 5. Seus doces não são meros luxos. São cruciais. Quando a felicidade da Casa 5 não alimenta mais a psique, resta pouco poder de ir adiante em outras casas. A Casa 10 da pessoa torna-se caduca. A parceria da Casa 7 parece insatisfatória. Os ganhos da Casa 2 permanecem uniformes. Negue a sua Casa 5 e todo o seu mapa poderá sofrer.

Se resistir ao prazer não for o seu problema, parabéns. Pare de ler esta revista agora. Saia e divirta-se! Mas se os seus dias estão fazendo-o sentir-se assoberbado de obrigações, se sua vida romântica parece morta, se tem filhos que o enlouquecem, continue lendo. Vou compartilhar com você o que aprendi com meus próprios episódios de anedonia na Casa 5.


Os livros de astrologia fazem afirmações intrigantes sobre signos e planetas na 5. Eles dizem que os posicionamentos da Casa 5 mostram o quanto você gosta de ser criativo e as melhores maneiras de trazer a sua criatividade à tona; revelam sua atitude perante as crianças e como trata a sua criança interior; indicam de que maneiras você gosta de viver romances; descrevem como você lida com a "arte" de viver. Há uma verdade nessas asserções. Quando você se pegar se divertindo, vai constatar que os seus arquétipos de Casa 5 estão de fato fervilhando. Mas quando não estiver se divertindo, tentar usar palavras-chave da astrologia como estratégia para mudar a sua vida talvez seja impossível. Tente comprar um livro com sugestões de como se divertir e você vai entender o que eu quero dizer. É igual a quando meu filho de onze anos de idade reclama "Que tédio". Com intenções amorosas e toda a minha melhor criatividade, eu, radiante, listo diversas coisas prazerosas que poderíamos fazer. Naturalmente, ele olha de volta para mim, lançando-me adagas com o olhar. Lamento: não há quaisquer instruções pré-fabricadas de como despertar uma Casa 5 enfadada. Só se descobre fazendo.

Eu tenho Capricórnio na cúspide da minha Casa 5, o que quer dizer que Saturno rege essa casa. Com os meus livros de astrologia, aprendi que esse é um posicionamento desfavorável. Nada estraga tanto os prazeres como o austero Saturno. (Agora você sabe por que estou escrevendo sobre a anedonia na Casa 5!) Com Capricórnio na 5, os livros de astrologia diziam que provavelmente eu não poderia ter filhos; se os tivesse, me trariam desgosto. De fato, tive meu filho mais tarde na vida (Saturno pode atrasar as questões). Mas até agora, Branden tem me trazido muito mais alegria do que problemas. Os livros sugeriam, ainda, que eu experimentaria inibições e inseguranças em minha vida criativa. Por não saber nada de astrologia, passei meus vinte anos como uma hippie amante da liberdade, queria ser criativa. Queria escrever o grande romance americano. Então decidi ser uma escritora de contos. Finalmente, tinha a esperança de escrever pelo menos algum haiku, mas nenhum desses sonhos artísticos, mesmo ao se reduzirem, evoluíram.

No final, as circunstâncias exigiram que eu começasse a trabalhar no mundo corporativo – justamente aquilo o que eu havia evitado durante anos. Para a minha total surpresa, foi divertido! Eu adorava aquilo. Encontrei a alegria que me fazia falta da minha década hippie. Fiquei naquele emprego por 16 anos e alegremente subi sua escada corporativa. Ainda mais surpreendente, em minhas horas vagas, minha vida artística floresceu. Finalmente me tornei uma escritora com um livro publicado. O mundo capricorniano estruturado estimulou a energia em minha Casa 5. Se alguém tivesse me sugerido isso lá atrás, teria julgado essa pessoa como louca. Não é que eu ache que trabalhar no mundo corporativo seja a solução para todos que têm Capricórnio na 5. Você tem que testar. Principalmente, você tem que estar disposto a experimentar coisas a que talvez de outro modo resista. O segredo para essa casa é a espontaneidade – e a vontade de correr novos riscos. O prazer frequentemente chega em pacotes surpresa.

Para muita gente, abrir a loja de chocolates da Casa 5 dá início a um coro de vozes interiores: "Você não deveria! Como se atreve? Quem você pensa que é?!" Há uma razão lógica para isso. A Casa 5 descreve a experiência de infância da pessoa. E a maioria das infâncias está cheia de "Nãos". Os pais precisam ajustar o espírito indomável da criança à sociedade. Seus próprios espíritos indomáveis já foram domados. Alguns vão projetar suas Casas 5 insatisfeitas em seus filhos, tentando impingir-lhes suas ideias reprimidas de diversão. Quando o cigano da sua Casa 5 fica oculto na infância, a anedonia toma conta. Você duvida dos seus instintos. Nega justamente as coisas que o fariam sentir-se contente de estar vivo. Você se preocupa que, se as experimentasse, os outros o chamariam de atrevido ou autocomplacente – mesmo não sendo.

Aprendi isso quando meu filho tinha 2 anos (e minha Lua progredida, por acaso, estava passando pela minha 5). Era um dia como outro qualquer. Eu estava correndo para sairmos de casa, levando Branden para a creche e eu mesma para o trabalho. Perguntei ao meu filho qual jaqueta ele queria – a vermelha ou a cinza. "Vermelha". Coloquei a cinza de volta no cabide. Branden balançou a cabeça e gritou, "Não!" Então eu lhe dei a cinza e coloquei a vermelha de volta no cabide. Bateu o pé, "Não!"

Passei várias rodadas perguntando qual jaqueta ele queria. Era sempre "Aquela" a qual, afinal, nunca estava comigo. Tentei uma nova estratégia. "Será que você quer a azul?" "Sim", acenou com a cabeça. Mas como as outras duas jaquetas voltaram para o guarda-roupa, o chilique voltou. Depois de alguns minutos nisso, com os gestos exasperados, secos, que eu jurava nunca ser capaz de adquirir, finalmente peguei todas as três jaquetas e joguei-as dentro do carro. Dirigimos por 5 minutos num silêncio duro que me fez sentir demais como a minha mãe. Busquei uma saída para aquilo. Expliquei a Branden que eu estava frustrada, o quanto eu tinha que estar presente em uma reunião naquela manhã, como eu precisava da cooperação dele. Do banco de trás, ele parecia ter entendido. Quando chegamos à creche, pensei que tivéssemos chegado a um acordo. "Qual jaqueta você quer? " Perguntei. "Aquela ali", ele apontou. Na mesma hora, eu sabia que estava começando tudo de novo. Então eu peguei todas as três jaquetas e joguei-as aos seus pés. O que aconteceu depois me surpreendeu. Pela primeira vez naquela manhã, Branden parecia genuinamente contente. Com uma voz tão inocente e doce, ele disse, "Obrigado, mamãe".

cores É claro! Era um dia de três jaquetas. E o que havia de tão errado naquilo? Quebrar regras é um atributo essencial da ação criativa. Uma atitude fora da lei nos ajuda a pular grades e fazer novas conexões. O que parece irracional para um adulto pode às vezes ser necessário a um artista ou criança. Trágico, é claro, é como deixamos de ouvir o apelo especial de cada momento. Não era Branden que estava sendo irracional naquela manhã – era eu!

Em "The Artist's Way" (o caminho do artista, numa tradução livre), Julia Cameron tem sugestões maravilhosas de como liberar o seu cigano interno da Casa 5. (1) Em um exercício, chamado "Forbidden Joys" (alegrias proibidas), ela sugere listar dez coisas que você adoraria fazer mas que não tem permissão para tal. Frequentemente, diz ela, o próprio ato de escrever suas alegrias proibidas quebra as barreiras de realizá-las. Realizá-las é ainda mais libertador. Na semana passada, fiz um de meus prazeres proibidos. É claro que eu não posso lhe dizer o que foi! O que eu posso dizer é que realizá-lo trouxe-me um sorriso luminoso e energia nova para todas as outras coisas com as quais lidei.

Uma das ferramentas básicas do programa de Cameron para liberar a criatividade bloqueada é o que ela chama de um "Namoro do Artista". Esse é um passeio divertido ou saída para namorar consigo mesmo de brincadeira – com o qual você tem que se comprometer uma vez por semana. Pode ser algo bem simples e barato, como caminhar por um bairro desconhecido, só para apreciar a vista, sons e cheiros. Você pode ir jogar boliche ou ir a um museu de arte, contanto que você deixe todo o senso de obrigação ou ar professoral para trás. Observe, Cameron adverte, como o seu estraga prazeres interior quer evitar ou ridicularizar a experiência ("Essa é uma distração idiota. É perda de tempo"). O truque é você se permitir realizá-la mesmo assim. Os ganhos, você perceberá, são mágicos. Não sei se Cameron entende de astrologia, mas é interessante ver que ela conecta o namoro do artista com outros relacionamentos da Casa 5. Ela observa o quanto namoros de brincadeira podem reavivar um romance que caducou. E podem aumentar o afeto entre pais e filhos. Dedicar tempo à diversão pode curar muitas feridas da Casa 5.

Ao trazer mais diversão para a sua vida, pode ser que você comece a rememorar alguns sonhos que tinha quando criança. Eles podem ser outra fonte rica de alegria adulta da Casa 5. Sam Keen, escritor e apresentador de workshops, escreve sobre sua visita ao circo quando criança. Seu mundo parou quando viu os trapezistas se apresentando: ele queria se tornar um homem voador também! Ele montou uma estrutura de canos e uma corda numa árvore do jardim fronteiro e atuou em sua fantasia. Décadas depois, aos sessenta e poucos anos, em uma época em que sua vida lhe parecia sem graça, ele viu um anúncio sobre aulas de trapézio. As vozes do não começaram: "Você é velho demais. Você não é forte o suficiente. Você vai passar vergonha." Ele ouviu o seu homem voador interno em vez disso: "Faça isso!" Ele se matriculou na escola. Seu corpo doía e estava machucado, mas sua paixão pela vida estava renovada.


É claro, é justo pensar: se entrarmos de cabeça em todos os desejos da Casa 5, será que não vamos passar por tolos? Todos já vimos pessoas que fizeram isso: pessoas ridiculamente sem talento nas audições do "American Idol", o engenheiro de software que coloca um piercing no nariz depois dos seus 50 anos, o corretor da bolsa de valores que abandona um casamento decente por uma dançarina de lap dance (dança do colo). Será que não deveríamos adotar algumas restrições na Casa 5?

Em O Asno de Ouro, o escritor romano Lucius Apuleius conta uma história pertinente. O herói do livro Lucius visita a Tessália, um lugar famoso pelos poderes mágicos de suas mulheres. No lar de uma dessas mulheres, ele fica amigo de uma serva. A empregada ajuda-o a espionar a sua anfitriã enquanto esta faz seus feitiços. Lucius observa quando ela passa um unguento na pele, aí cria plumas e sai voando pela janela como um pássaro. "Que divertido!", pensa Lucius. Ele implora à empregada que roube esse unguento para ele. Infelizmente, ela pega o bálsamo errado. Quando ele o passa na pele, transforma-se num burro. É claro que ele é um burro faceiramente lascivo – e a empregada diverte-se com ele. Mas permanece sendo um burro na maior parte do livro, suportando muitas provações desventuradas e punições, até que finalmente ele se alimenta de rosas. As rosas são consagradas a Vênus. Comendo-as, restaura sua forma humana.

chocolate O desejo de voar está incorporado na nossa Casa 5. É um chamado do cigano interno que quer desapegar-se e ser livre. Mas há uma jornada aqui. Você tem que aprender a prestar atenção ao que você quer. E tem que estar disposto a aprender com os erros inevitáveis que cometerá ao longo do caminho. É significativo que uma amiga dê a Lucius o unguento errado. Amigos são regidos pela 11 – a casa oposta à 5. Existe uma tensão natural, e mesmo útil, entre essas duas casas.

A 11 nos dá um feedback social. Ela descreve as outras pessoas – no nosso playground ou no refeitório da empresa. Outros podem juntar-se a nós nos prazeres da Casa 5 – na taberna ou na pista de corrida. Mas podem também nos desorientar, como faz a empregada com Lucius. O fato de Lucius esconder-se atrás da cortina enquanto outra pessoa garante a mágica de sua Casa 5 sugere que seu ego é fraco e não desenvolvido. "Ego" aqui não é um palavrão. Um ego saudável é necessário para encarar os perigos e vulnerabilidades dos riscos da Casa 5. Lucius está inconsciente quando pede à empregada que roube o unguento. Mas para aqueles que conscientemente tentam voar na 5, os receios serão fortes. Ouça os receios que Sam Keen teve aproximando-se da barra de trapézio aos 62 anos. Pode soar bem semelhante à sua própria lista antes de iniciar uma jogada da Casa 5: "Tenho receio de fracassar. Tenho receio do que os outros vão pensar de mim. Tenho receio de perder o controle. Tenho receio de não poder confiar em você. Tenho receio de ser abandonado se eu não alcançar as suas expectativas."(2)

Sem um ego saudável, jamais poderíamos encarar tais medos. O ego supre-nos com confiança e coragem para corrermos riscos, criarmos arte, começarmos a andar de patins aos 55 anos, ou apaixonamo-nos. O ego é a faísca que mantém o fogo da nossa paixão aceso. As crianças têm muito ego e isso é bom. Seus mundos giram em torno de seus desejos. Seu egocentrismo inato pode ser o caminho da Natureza de garantir a sua sobrevivência. Mas tudo na medida certa, o que é função da Casa 11. Ela equilibra o egocentrismo. Vai repreender um ego sem tato que atrapalha o grupo e ameaça a integridade do todo. A 11 convida-nos a ser nós mesmos – mas dentro de uma razão de ser social. Se o grupo gostar de nós a ponto de aplaudir as nossas criações, nosso ego vai conquistar o amor e a apreciação que tanto deseja. Mas se formos somente em busca de fama e prestígio, no final, perderemos o eu que antes expressamos tão corajosamente. O desafio da 5 é permanecer um indivíduo.

A 11 representa o amor que recebemos. A 5 é o amor que damos. O amor em nossos corações é simbolizado pela rosa redentora na história de Lucius. O árbitro do sucesso da Casa 5 é o quão livre e profundamente podemos amar – nossos filhos, nossos parceiros românticos, nosso trabalho criativo. Dane Rudhyar escreve, "Na quinta Casa, a grande prova envolve a capacidade de exprimir nossa própria natureza íntima em termos de pureza de motivo, utilizando de modo "puro" os meios existentes para a liberação de nossas energias." (3) Esta é, portanto, a única restrição: temos que fazer o que fazemos na 5 com a pureza do amor. Dessa maneira, servimos não só aos outros, mas também à energia que flui em nós. Perdemo-nos de nós mesmos em um propósito maior, algo que somente um ego saudável é capaz de fazer.

Uma das maiores dádivas da Casa 5 é seu convite a momentos de desinibição. É o eu divino agindo, movendo-se com espontaneidade e alegria. Esquecemo-nos de nós mesmos no agora. Aqui, as crianças são mestras. Observe algumas crianças brincando por uma hora. Veja com que facilidade elas mudam de uma coisa para outra. Sem planos, só fazendo o que querem. Conte quantas vezes eles caem na risada. Você consegue se lembrar quando o mundo foi tão engraçado? Se tentar analisar o que é engraçado, não chegará a lugar nenhum. Às vezes eu acho que as crianças riem sem razão aparente. O cigano interno delas ainda está livre. O seu cigano pode resistir por muito tempo após a infância, mas deve ser continuamente renovado. Essa oportunidade surge em todos os trânsitos e progressões pela 5.

Anos atrás, quando a Lua progredida passava por minha Casa 5, dei à luz o meu filho – um evento especial que abriu o meu coração como nunca antes. Para não fugir ao cliché, "expressei-me" com um carro novo chamativo. Colaborei numa parceria de escrita de um manuscrito. Terminei uma relação em vez de começar uma nova, mas o motivo foi o amor. Ficou impossível ignorar que minha relação não tinha nenhum. Quando a minha Lua progredida entrou na 6, eu já era uma mulher diferente. Estava apaixonada pela minha vida novamente. Que a sua Casa 5 lhe traga os mesmos encantos. Agora saia e vá se divertir!


  1. Julia Cameron, The Artist's Way (Tarcher, 2002).
  2. Sam Keen, Learning to Fly (Broadway Books, 1999), pp. 36-37.
  3. Dane Rudhyar, The Astrological Houses (CRCS, 1972), p. 84. (Nota do tradutor: Dane Rudhyar, As Casas Astrológicas, traduzido por Joaquim Palacios. São Paulo: Ed. Pensamento, 1993).

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Oficina das Doze Luas em mooncircles.com

Traduzido do inglês por Rômulo Craveiro de Sousa Tartaruga (Brasil)

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Astrologer watching the sky through a telescope, by Eugene Ivanov
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